Companhia afirma que choque aconteceu após atendimento de ocorrência de consumo de bebida alcoólica e cigarros por cerca de 10 passageiros
ALEXANDRE PELEGI
Uma situação de confronto na estação Brás da CPTM, na noite desta sexta-feira, 30 de agosto de 2024, envolveu seguranças a serviço da companhia e várias pessoas.
As cenas mostram que um homem desmaiou após ser agredido a golpes de cacetete, sugerindo uso desproporcional da força.
Como resultado dos golpes o homem desmaia, é e arrastado pelos braços para fora da cena da ocorrência.
Aparentemente em decorrência do ato, novas cenas de agressão se seguem, novamente envolvendo seguranças e pessoas que tentem interceder.
A CPTM respondeu ao Diário do Transporte, e informou que está apurando os fatos sobre a abordagem. Segundo a companhia, os seguranças atuaram em atendimento à ocorrência de consumo de bebida alcoólica e cigarros dentro da estação por cerca de 10 passageiros, o que é proibido pelo regulamento do Transporte Público.
Leia a nota na íntegra:
A CPTM está apurando os fatos sobre a abordagem na Estação Brás (Linha 12-Safira) na noite desta sexta-feira (30/08), por volta das 21h30, onde seguranças atuaram em atendimento à ocorrência de consumo de bebida alcoólica e cigarros dentro da estação por cerca de 10 passageiros, o que é proibido pelo regulamento do Transporte Público. Ao ser conduzido para sair do sistema, o grupo reagiu contra os agentes e um deles foi imobilizado por um policial militar, que patrulhava a região. Um passageiro teve ferimentos na boca e foi encaminhado ao Pronto Socorro da Mooca. A ocorrência foi registrada 8° DP.
A companhia reitera que não tolera qualquer tipo de violência nos trens e estações, seja por parte de seus colaboradores ou passageiros que utilizam o sistema. As abordagens realizadas na CPTM são apuradas e, caso sejam constatadas irregularidades na conduta dos colaboradores diretos da companhia, são aplicadas medidas administrativas que vão de advertência até demissão. Já os vigilantes terceirizados são afastados e não podem mais atuar na companhia, sem prejuízo de eventuais sanções contratuais.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
