Veículos vão substituir modelos antigos menores. Além disso, outros dez ônibus a diesel usados estão sendo transformados em trólebus
ADAMO BAZANI
O Corredor ABD, que liga as zonas Sul e Leste da capital paulista, passando por municípios do ABC Paulista, vai receber dez trólebus 0 km.
A primeira unidade já está em processo de finalização na fábrica da Eletra, em São Bernardo do Campo (SP).
Há 10 anos, o sistema que atende a 290 mil passageiros por dia, não recebia trólebus 0 km.
Os veículos vão substituir modelos mais antigos e são maiores, de 21,5 metros, com maior capacidade de passageiros.
Cada novo trólebus pode transportar 154 pessoas enquanto os mais antigos tinham capacidade entre 70 e 120 passageiros.
A distribuição de passageiros destes novos trólebus é a seguinte:
– Passageiros sentados: 61
– Passageiros em pé: 92
– Cadeira de rodas/cão-guia: 1
Além disso, para o sistema do Corredor ABD, operado pela NEXT Mobilidade, 10 ônibus articulados usados a diesel de 18 metros estão sendo convertidos em trólebus, o que vai reduzir as emissões de poluentes no corredor, que tem 33 km de extensão e faz a ligação entre o Jabaquara, na zona Sul, a São Mateus, na zona Leste, passando por Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema.
Os novos veículos, tanto os zero km quanto os diesel que estão sendo transformados em trólebus, vão contar com avisos sonoros e visuais de próxima parada, como do Metrô.
As unidades possuem piso baixo e rampa para acessibilidade, ar-condicionado, internet por wi-fi, tomadas USB para carregamento de baterias de celulares, bancos especiais para pessoas com mobilidade reduzida, espaço para cadeira de rodas e cão-guia.
Tantos os trólebus 0 km quanto os ônibus articulados a diesel que estão sendo transformados em trólebus têm tecnologia Eletra.
A Eletra realiza a conversão do sistema a diesel em trólebus, no caso dos veículos usados.
Não é a primeira vez que a fabricante faz este tipo de mudança de tecnologia, chamada no mercado de retrofit ecológico.
Entre 2011 e 2012, a Eletra transformou seis ônibus Busscar Urbanuss Pluss Volvo B 10M a diesel, ano 2001, em trólebus, que receberam os prefixos de 8150 a 8155.
Segundo a empresa, este tipo de conversão traz duas vantagens ambientais imediatas: zera a emissão de poluentes por substituir uma fonte fóssil de tração por eletricidade (e sem necessidade de grandes bancos de bateria pelo modelo ser trólebus) e evita o descarte dos ônibus a diesel (que já chegam ao limite de idade, mas como trólebus podem ter vida útil prolongada). Se estes ônibus não fossem descartados para desmanche, mas vendidos para outras empresas, estariam poluindo onde rodariam.
RENOVAÇÃO:
Como mostrou o Diário do Transporte, além destes novos trólebus e dos veículos convertidos, neste ano de 2024, o Corredor ABD recebe 21 ônibus superarticulados zero km a diesel com 23 metros de comprimento da atual tecnologia EURO 6, que reduz em 75% as emissões de poluentes em relação aos modelos anteriores de tecnologia Euro 5.
Os ônibus possuem piso baixo e rampas para acessibilidade, portas eletropneumáticas que auxiliam a evitar acidentes, ar-condicionado, carregadores USB para celulares, câmeras de monitoramento e avisos sonoros e visuais de próxima parada, como de metrô.
Os veículos vão ser colocados em operação definitiva nas próximas semanas.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
