Metroviários de São Paulo decretam greve na próxima quarta-feira (22)

Foto: Redes Sociais Metrô SP/Reprodução

Categoria reivindica mais contratações e reintegração de colaboradores demitidos

GUILHERME STRABELLI

Os metroviários de São Paulo decretaram greve para a próxima quarta-feira, 22 de maio de 2024. O anúncio foi feito nesta quarta, 15 de maio. Segundo a categoria, a paralisação começará às 0h do dia 22. Além disso, será realizado um ato na Sé às 16h do dia 20 de maio. Dentre outros pontos, a categoria reivindica mais contratações, alegando que existe uma defasagem de 3,5 mil funcionários em seu quadro.

“Estamos querendo que o Metrô interrompa a implantação de plano de carreira unilateral e discuta com a categoria uma proposta construída junto aos Metroviários, pois essa imposição da empresa gera abalo psicológico, com um plano que na prática transforma todos em um ‘Faz Tudo’, contribuindo pra mais redução de quadro e sobrecarga dos trabalhadores”, diz trecho da nota divulgada pela categoria.

O grupo também diz estar lutando pela reintegração dos colaboradores demitidos no último período, incluindo os trabalhadores de áreas alvos de terceirização por parte da empresa. “Também estamos lutando pela reintegração dos Metroviários demitidos no último período. Tanto daqueles que foram desligados em outubro por participarem da luta, como das áreas que a empresa visa a terceirização e os diversos demitidos neste ano sem justificativa, chegando ao absurdo, em alguns casos, de alegarem readequação financeira enquanto há um PDI em andamento e a Cia resolveu desligar quem está fora dele”, dizem os metroviários.

O grupo também pede  a retirada de punições aplicadas por realização e greves e a cobrança de multas “milionárias impagáveis”. Os metroviários também reivindicam o pagamento correto dos Steps, que são progressões programadas para a carreira e que a empresa interrompeu mesmo havendo acordo do ano passado de que fariam o pagamento.

“Também está na nossa pauta o pagamento da PR (Participação nos Resultados), que a empresa retirou valores por meio de metas absurdas, inclusive aquelas em que a categoria chegou muito próximo e o Metrô considerou zero ao invés de considerar a proporção alcançada. Pior que isso, a Cia desconsiderou na meta, mais de 300 milhões de reais recebidos do contrato com o Shopping Itaquera em dezembro e, reduziu também item alcançado na questão de receitas Não Tarifárias, onde o Metrô coloca em seu relatório integrado um recebimento de aproximadamente 294 milhões, mas no cálculo das metas considerou apenas 234 milhões, ou seja, gerando cálculo incorreto dos valores da PR” alega o sindicato.

Além disso, o sindicato critica a proposta de reajuste salarial de 2,77% proposta pelo Metrô, alegando que ela desconsidera o ano em que não houve reajuste e ao aumento da produtividade em relação à redução do quadro de funcionários e do aumento da demanda. “Nesse ponto a empresa ainda tenta enganar a categoria dizendo que isso foi estabelecido em Sentença Normativa; não é verdade, a sentença estabelece parâmetro mínimo das cláusulas sociais e a necessidade de discussão sobre os itens econômicos”, alegam os metroviários.

Guilherme Strabelli, para o Diário do Transporte

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading