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Motoristas de ônibus em São Paulo aprovam estado de greve e ameaçam fazer assembleias que podem afetar operações e saídas das garagens nos próximos dias

Trabalhadores não aprovaram proposta de 2,77% apresentada pelos empresários de ônibus da capital paulista

ADAMO BAZANI

Motoristas, cobradores e demais funcionários do sistema de ônibus da cidade de São Paulo aprovaram em assembleia na tarde desta sexta-feira, 10 de maio de 2024, estado de greve.

Com isso, a categoria promete realizar uma série de mobilizações que podem afetar as operações dos ônibus da capital paulista, em especial das empresas que não surgiram das ex-cooperativas, trazendo impactos principalmente nas linhas que são atendidas por ônibus maiores, como os básicos, padrons e articulados.

Entre as ações que o sindicato da categoria diz que deve tomar estão assembleias de duas horas com o setor de manutenção, assembleias com os trabalhadores da operação (motoristas e cobradores), manifestações em terminais, entrega de carta aberta aos passageiros e até greve de 24 horas.

Os trabalhadores recusaram proposta das empresas de 2,77% pelo IPC-FIPE de reajuste nos salários e demais benefícios econômicos. Segundo a entidade, o IPC é o índice que oferece menor percentual para cálculo de reajuste.

O sindicato diz que pede correção em salários e benefício de 3,20% pelo INPC-IBGE, mais aumento real.

Outras reivindicações são pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultado), convênio médico, redução da jornada de trabalho, fim da 1 hora de refeição não remunerada, além de questões específicas dos setores de manutenção.

Na próxima quarta-feira, 15 de maio de 2024, a entidade deve realizar outra assembleia.

Em nota, o presidente do sindicato, Edivaldo Santiago, disse que os profissionais dos transportes acumulam perdas salarias e de benefícios e ainda afirmou que cerca de 1,5 mil funcionários morreram por causa da covid-19 e que mais de três mil tiveram sequelas.

“Nos últimos 04 anos, a categoria vem somando perdas salariais e de benefícios. Na pandemia da COVID-19, levantamento da entidade apontou: mais de 1500 companheiros perderam suas vidas e mais de 3 mil ficaram com sequelas, muitos impossibilitados até hoje de retorno ao trabalho. O que ganhamos com isso? Reajuste Zero”, diz a nota.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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