Corredor será implantado entre o Terminal Dom Pedro II, na região central, e a Avenida Aricanduva, zonaleste; valor do contrato passaou de R$ 9,8 milhões para R$ 12,3 milhões
ALEXANDRE PELEGI
A SPObras, empresa vinculada à Siurb – Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana da capital paulista, decidiu adiar por mais seis meses o prazo de conclusão do contrato assinado em 2022 para execução dos projetos de implantação do Trecho 1 do Corredor Radial Leste.
O Corredor será implantado entre o Terminal Dom Pedro II, na região central, e a Avenida Aricanduva, na zona Leste de São Paulo.
Como publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira, 23 de abril de 2024, o prazo de entrega foi postergado por mais seis meses a contar de 26 de dezembro de 2023 até 25 junho de 2024.
A SPObras já havia aprovado a extensão do prazo por seis meses a partir de 26 de junho de 2023.
O Consórcio Projetista Corredor Leste I foi contratado pelo valor de R$ 9.896.739,61, pelo prazo de 06 meses, com Ordem de Início emitida a contar de 27 de setembro de 2022.
A nova prorrogação do prazo contratual por mais seis meses decorre da necessidade de aprovação de aditivo. O Consórcio pediu à SPObras um reajuste de R$ 2.398.549,75, alterando o valor contratual de R$ 9.896.739,61 para R$ 12.295.289,36.
De acordo com o consórcio o contrato original prevê 40.000 m² de investigação de subsolo, que não é suficiente para atender o objetivo contratual. Para que o levantamento seja alcançado, o consórcio argumenta que a área deve ser aumenta para 130.587,67 m², portanto mais de três vezes a área original.
A SPOBRAS concorda com o pedido de ajuste contratual, em função da necessidade de uma investigação mais aprofundada da extensão do escopo de projeto.
PROJETOS
Como noticiou o Diário do Transporte, a SPObras divulgou em 06 de maio de 2022, a abertura de licitação para contratação de empresa ou consórcio de empresas para consolidação dos projetos básicos, serviços ambientais e projetos executivos da implantação do Trecho 1 do Corredor Radial Leste.
Apenas uma proposta foi apresentada: a do Consórcio Projetista Corredor Leste I, formado pelas empresas Geométrica Engenharia de Projetos Ltda, EGIS – Engenharia e Consultoria Ltda e Multiplano Engenharia Ltda.
Com valor estimado em edital de R$ 10 milhões (R$10.316.617,93), a proposta comercial apresentada pelo Consórcio foi um pouco abaixo deste valor: R$ 9.896.739,61.
CORREDOR
O empreendimento do Corredor Radial Leste Trecho I faz parte do Programa Corredores de Ônibus da Zona Leste de São Paulo, integrante do Programa de Mobilidade Urbana, a ser implantado pela São Paulo Obras S/A – SPObras e operado pela São Paulo Transportes S/A – SPTrans, responsável pela gestão do sistema de transporte municipal de São Paulo.
O Programa Corredores de Ônibus da Zona Leste de São Paulo compreende 76 km de extensão viária em planejamento.
O Corredor Radial Leste Trecho I terá início no Terminal Parque Dom Pedro II por onde os ônibus caminharão sobre o viaduto Nakashima, adentrará na Avenida Alcântara Machado em nível e seguirá pela Rua Melo Freire até o entroncamento da Rua General Souza Neto com a Avenida Conde de Frontin, após 200m da Avenida Aricanduva.
Em conjunto com o BRT Aricanduva, o objetivo do Corredor é estabelecer uma ligação estrutural de grande capacidade e eficácia para a circulação de ônibus, desde o extremo sudeste da cidade até a região central, informa o edital publicado pela SPObras.
O Corredor de Ônibus Radial Leste trecho I (Corredor Leste – Radial 1) compreenderá 9,5 km de extensão viária em planejamento. Veja a localização:
A extensão viária deverá comportar ainda, além das faixas de tráfego, os passeios, ciclovias, travessias, passarelas, encontros viários, Obras de Artes Especiais – OAE, Obras de Artes Correntes – OAC, paradas, buscando preferencialmente a travessia para acesso às estações em nível.
O projeto deve contemplar a faixa destinada à ciclovia no trajeto.
O pavimento para as faixas exclusivas deverá ser em concreto, enquanto para a faixa de tráfego geral será do tipo flexível.
As Paradas deverão ser projetadas respeitando uma distância aproximada de 600 m. Deverão ser dotadas de plataformas conforme padrões definidos pela SPTrans. Deverão ainda ser portar painéis eletrônicos informativos, de sinalização horizontal, vertical e semafórica específica para as travessias de pedestres.
Estão previstas inicialmente 24 paradas ao longo do corredor sendo 12 no sentido Bairro-Centro e 12 no sentido Centro-Bairro:
Parada Rua da Figueira;
Parada Men de Sá;
Parada Hipódromo;
Parada Bresser;
Parada Dr. Fomm;
Parada Serra de Jairé;
Parada Tuiuti (Metrô Tatuapé);
Parada Serra do Japi (CB);
Parada Serra do Japi (BC);
Parada Monte Serrat;
Parada Altair;
Parada Alarico Silveira.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
