Para 2024, aposta é na continuidade do bom desempenho dos rodoviários, compras de ônibus elétricos e o Caminho da Escola
ADAMO BAZANI/GUILHERME STRABELLI
A Marcopolo não tem dúvidas de atribuir seus números positivos em 2023, entre outros fatores, ao sucesso da Geração Oito (G 8) de modelos de ônibus rodoviários, mesmo com uma retração em volumes por causa da transição de tecnologia de motores a diesel Euro 5 para Euro 6, esta última que é 30% mais cara.
Em conferência a investidores na manhã desta terça-feira, 27 de fevereiro de 2024, com cobertura do Diário do Transporte, a Marcopolo divulgou o balanço de 2023 e as perspectivas para este ano.
Para 2024, aposta é na continuidade do bom desempenho dos rodoviários, compras de ônibus elétricos e o Caminho da Escola.
Ainda segundo o que foi dito na divulgação, o elétrico Attivi já tem 130 unidades em carteira
De acordo com a apresentação, a Receita Líquida Total em 2023 foi de R$ 6,6 bilhões, alta de 23,4% em relação ao ano de 2022, quando a Receita Líquida Total foi de R$ 5,4 bilhões.
Em 2023, o lucro bruto da Marcopolo foi de R$ 1,5 bilhão, resultado 85,5% maior que os R$ 829 milhões de 2022.
Em 2023, o lucro líquido teve crescimento de 85,6% sobre 2022, com R$ 810,8 milhões no ano passado e R$ 436,8 milhões no ano retrasado.
O EBITDA, que é o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, cresceu 145,6% em 2023, com R$ 946,9 milhões ante R$ 385,6 milhões de 2022.
Em nota, a Marcopolo fala em lucro recorde
A Marcopolo encerrou 2023 com lucro líquido recorde de R$ 810,8 milhões, aumento de 85,6% na comparação com o ano anterior. O crescimento de vendas de veículos rodoviários, com a consolidação dos modelos G8, aliado à melhoria no mix de produtos de maior valor agregado, como veículos urbanos articulados, contribuíram com o desempenho da companhia no último ano.
“O mercado de ônibus se fortaleceu a partir do final do 3T23 e o segmento de rodoviários está entre os destaques. Associado a isso, notamos também um aumento do nível de exigência por veículos mais confortáveis e tecnológicos, como os modelos urbanos com ar-condicionado, conexão USB e Wi-Fi”, destaca José Antonio Valiati, diretor de Relações com Investidores.
Com os resultados, a companhia segue como líder no mercado brasileiro de carrocerias para ônibus. O destaque de 2023 é a participação de mercado no segmento de ônibus rodoviário, que cresceu 9,4 pontos percentuais com o fortalecimento da linha G8.
O bom desempenho se refletiu também na receita líquida consolidada, que chegou aos R$ 6,68 bilhões em 2023, 23,4% superior ao ano de 2022. Desse total, as vendas para o mercado interno responderam por R$ 4,01 bilhões, enquanto as exportações e negócios no exterior atingiram os R$ 2,66 bilhões.
O lucro bruto foi de R$ 1,53 bilhão no ano passado, representando 23% da receita líquida, enquanto em 2022 foi de R$ 829,5 milhões, 15,3% da receita líquida de 2022. O EBITDA foi de R$ 946,9 milhões em 2023, com margem de 14,2%, contra R$ 385,6 milhões e margem de 7,1% em 2022.
A produção consolidada no último ano foi de 13.035 unidades, 11,5% inferior ao ano de 2022. Do total de modelos produzidos, 83% foram fabricados no Brasil e 17% no exterior.
Para 2024, a Marcopolo prevê um cenário positivo, com a nova fase do programa do governo federal Caminho da Escola e o avanço na renovação de frotas em todos os segmentos. A companhia está habilitada a entregar, de forma direta e por meio de parcerias com fabricantes de chassis, até 7.720 veículos (5.600 micro-ônibus e 2.120 Volare). As entregas já iniciaram e devem se estender até 2025.
Mercado externo
No mercado internacional, a Marcopolo teve uma melhora gradativa no desempenho das operações ao registrar crescimento de volumes em 2023. Ao longo do último ano o México, entregou 981 veículos, 44,9% superior a 2022; Austrália 407 unidades, aumento de 24,1% na comparação com 2022; e África do Sul 362 unidades, aumento de 35,1% em relação a 2022.
A Marcopolo China também se fortaleceu em 2023 ao se posicionar como uma unidade de produção de carrocerias sobre novos tipos de propulsões, especialmente ônibus elétricos e hidrogênio. “Estamos alinhados aos objetivos globais de redução das emissões de gases poluentes no setor de transporte de passageiros e investimos ativamente no desenvolvimento de produtos e componentes para veículos mais sustentáveis”, reforça José Antonio Valiati.
Confira os resultados da Marcopolo:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Guilherme Strabelli
