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Perimetral de Santo André (Coronel Alfredo Fláquer) vai receber viário para ônibus e novo asfalto, diz prefeitura

Diário do Transporte mostrou condições precárias que podem representar até riscos para pedestres, condutores e usuários do transporte coletivo

ADAMO BAZANI

A parte alta da Perimetral (rua Coronel Alfredo Fláquer), em Santo André, umas das mais importantes vias de ligação com outros municípios do ABC Paulista, vai receber novo asfalto e um viário específico para ônibus.

A promessa é da prefeitura em resposta ao Diário do Transporte que, nesta quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024, mostrou as condições precárias do pavimento que podem representar até riscos para pedestres, condutores e usuários do transporte coletivo.

De acordo com a administração municipal, em nota, a Coronel Alfredo Fláquer está em um programa de requalificação e modernização de quatro quilômetros vias da região central, que integram o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável.  Além de asfalto novo e viário para os ônibus, a prefeitura prometeu calçadas com piso tátil, rampas de acesso, semáforos de pedestres sonorizados, mobiliários urbanos e paisagismo.

A prefeitura, entretanto, na resposta, não informou um prazo.

Veja a resposta na íntegra:

A Prefeitura de Santo André esclarece que, como amplamente divulgado, está realizando obras de requalificação e modernização de vias da região central, que integram o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS).

 As intervenções começaram pela Avenida José Caballero e chegarão a outras vias do Centro, entre elas a Rua Coronel Alfredo Fláquer. Também serão contempladas com obras as ruas General Glicério, Luís Pinto Fláquer, Siqueira Campos, Coronel Francisco Amaro, além da Avenida Queirós dos Santos. As intervenções contemplam quatro quilômetros de extensão de vias.

 A requalificação na região central prevê a implantação de novos pavimentos, calçadas com piso tátil, rampas de acesso, semáforos de pedestres sonorizados, mobiliários urbanos e paisagismo, implantação de viário dedicado à circulação de ônibus, além de asfalto novo.

COMO ESTÁ A PERIMETRAL HÁ MUITOS ANOS:

Asfalto afundado, em especial à direita por onde passam os ônibus; buracos, desníveis e todo o tipo de falhas por centenas de metros e ao menos seis quarteirões. Desconforto e até perigo para pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas de carros e para quem está no transporte coletivo.

As cenas lamentáveis se referem à parte alta da Perimetral de Santo André, cujo nome oficial é rua Coronel Alfredo Fláquer.

Apesar de estar localizada somente na cidade, não é só uma via importante de Santo André, mas de toda a região do ABC, já que faz parte de um eixo de ligação regional, sendo caminho de quem sai da zona Sul de São Paulo, passa por São Caetano do Sul, por Santo André e segue para Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Nesta terça-feira de Carnaval, 13 de fevereiro de 2024, aproveitando que o trânsito estava mais tranquilo para verificar com mais atenção o estado do pavimento, a reportagem esteve no local e pode constatar in loco: a situação é precária.

A degradação maior está no sentido Mauá.

A faixa da direita é para ônibus. Mas quem toma conta são os buracos e afundamentos. Tanto é que os coletivos precisam desviar e acabam ocupando as faixas usadas pelos carros ao lado.

Em dias úteis, a via é bastante congestionada, em especial nos horários de pico, quando o vai e vem de mudanças de faixas se torna mais perigoso.

Comerciantes e moradores relatam que colisões laterais entre os ônibus e os carros e motos são comuns.

O asfalto afundou em praticamente toda a extensão bem nos locais que os ônibus passam com as rodas. São formados verdadeiros “calombos”.

O resto de asfalto empurrado pelos ônibus vai para as guias. Quando chove, se formam poças e é comum pedestre e quem está nas paradas do transporte coletivo tomar um banho de água suja.

O sacolejar de carros e ônibus denuncia o estado de abandono da via.

Há outro problema também: os bueiros estão desnivelados em relação ao asfalto. Ou estão mais altos ou afundados.

Não é raro ouvir um estrondo. São as rodas dos carros e ônibus batendo nestes bueiros.

Os comerciantes e moradores que procuraram o Diário do Transporte dizem que o pior é que a situação não é de agora. Se arrasta há anos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Arthur Ferrari

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