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ECONOMIZE: Saiba como escapar do aumento das tarifas de trem e metrô em São Paulo por pelo menos um tempo

Dica é carregar o Bilhete Único ou o TOP antes do reajuste; Para ônibus do sistema EMTU, estratégia não vale porque o débito é pelo valor cobrado em cada linha

ADAMO BAZANI

Carregar até o dia 31 de dezembro o Bilhete Único ou o Cartão TOP da modalidade Comum é a dica principal para quem quer, por pelo menos alguns dias, escapar do aumento das tarifas dos transportes metropolitanos que entram em vigor no dia 1º de janeiro de 2024.

O Diário do Transporte procurou a STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos) que informou que, no caso dos sistemas de trilhos, o débito nas catracas se dá pelo valor do dia da compra do crédito e não do dia da tarifa.

Assim, se o passageiro carregar o TOP Comum ou o Bilhete Único Comum antes do dia 1º de janeiro de 2024, o valor debitado continuará sendo de R$ 4,40 por viagem mesmo depois do aumento.  A partir do dia 1º, a tarifa unitária sobe para R$ 5 nos trens, metrô e monotrilho.

Os débitos pelo valor de antes do reajuste serão aplicados até esgotarem estes créditos.

O mesmo vale para a tarifa integrada entre os trilhos e os ônibus da capital paulista que vai subir de R$ 7,65 para R$ 8,20 também no dia 1° de janeiro.

Quem comprar os créditos antes do aumento, terá debitado o valor ainda sem reajuste.

Mas atenção.

Esta dica só vale para trem, metrô e monotrilho.

A dica também só vale para quem usa a modalidade Comum do TOP e do Bilhete Único.

Com o Vale-Transporte, cujos créditos são comprados pelas empresas empregadoras, as regras e valores são diferentes.

Os ônibus, trólebus e VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) do sistema EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) também terão tarifas reajustadas no dia 1º de janeiro de 2024, mas como os valores variam por linha, já será descontado o preço novo, mesmo para quem carregar antes.

Para se ter uma ideia da diferença que R$ 0,60 por viagem fazem no bolso, considerando que a pessoa faz duas viagens por dia (ida e volta) com a tarifa unitária de segunda-feira a sexta-feira, após o aumento, o gasto será de R$ 24 a mais por mês.

No caso da tarifa a integrada, a diferença é de R$ 0,55 por embarque entre os valores de antes e de depois do reajuste. Nestas mesmas condições, com o aumento, o gasto será de R$ 22 a mais por mês em passagens.

Assim, quem tiver condição de comprar com antecedência, vai economizar.

Os créditos na modalidade comum não têm prazo de validade, podendo ser usados a qualquer época.

Os ônibus municipais da capital paulista, gerenciados pela SPTrans (São Paulo Transporte), de responsabilidade da prefeitura, não terão reajuste na tarifa, permanecendo em R$ 4,40 em 2024. Por causa deste congelamento, o valor da tarifa integrada com os trilhos não será maior ainda já que só vai ter reajuste a parte correspondente ao Governo do Estado.

TARIFAS A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2024:

Trens/Metrô/Monotrilho: R$ 5

Integrada (ônibus SPTrans + Trilhos): R$ 8,20

EMTU: Aumenta, mas valores variam de acordo com cada linha (extensão e tipo de ônibus, como comum e executivo)

Ônibus Cidade de São Paulo (SPTrans): R$ 4,40 (Não terão aumento de tarifa em 2024)

Desde 2012 as tarifas de ônibus (SPTrans) e trilhos eram as mesmas, o que será quebrado em 2024.

2011
Ônibus (SPTrans) – R$ 2,70
Trilhos – R$ 2,65

2010
Ônibus (SPTrans) – R$ 2,30
Trilhos – R$ 2,55

2009
Ônibus (SPTrans) – R$ 2,30
Trilhos – R$ 2,40

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

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