Ícone do site Diário do Transporte

VÍDEO: Ônibus elétricos ganham a cena no Arena ANTP 2023 em exposição e debates

Fabricantes como BYD, Caio, Eletra,  Marcopolo, Mercedes-Benz e Volvo mostraram lançamentos e veículos já em operação; Especialistas discutem dificuldades e alternativas para eletrificação de frotas do transporte público

ADAMO BAZANI

Vídeos e Fotos: Alexandre Pelegi

Edição e finalização: Arthur Ferrari

Veja vídeo dos modelos expostos no evento:

Confira mais fotos dos ônibus no final do texto

A eletrificação de frotas de ônibus urbanos é um dos principais assuntos da edição de 2023 do Arena ANTP, evento de mobilidade promovido pela Associação Nacional de Transportes Públicos, realizado entre esta terça-feira (24) e quinta-feira, 26 de agosto de 2023, no Expo Transamérica, zona Sul da capital paulista.

Enquanto fabricantes exibem seus modelos de ônibus elétricos, alguns lançamentos e outros já em operação; especialistas debatem os principais entraves e as alternativas para que a eletrificação das frotas urbanas seja feita da maneira mais eficiente possível, em especial, respeitando o dinheiro público.

A chinesa BYD, que tem fábrica em Campinas (SP), exibe a tecnologia de células de bateria, um chassi para ônibus elétrico (D9A), já em operação há alguns anos; e o carro elétrico BYD Yuan Plus EV.

A fabricante de carrocerias Caio, de Botucatu (SP), mostra uma unidade do ônibus tipo padron eMillennium, modelo que já está em operação em sistemas como da capital paulista, São Bernardo do Campo (SP), Salvador e Grande Vitória, por exemplo. O veículo apresentado no evento está sobre chassi eO 500 U, ônibus elétrico da Mercedes-Benz, e vai operar na cidade de São Paulo pela empresa Viação Metrópole Paulista.

A Eletra, que faz a tecnologia de integração para ônibus elétricos, de São Bernardo do Campo (SP), exibe quatro modelos. Três já estão operando: e-Bus 12,1m, e-Bus 12,8m (Padron) e e-Bus 15m. O lançamento é um elétrico midi (micrão), de 10 metros com chassis de piso alto, indicado para linhas alimentadoras, bairro a bairro e onde não há estrutura para ônibus e piso baixo.

A Marcopolo, de Caxias do Sul (RS), trouxe o Attivi Integral com o padrão da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora da capital paulista. Há dez ônibus sendo testados por diferentes sistemas brasileiros e a homologação para a cidade de São Paulo está em fase final.

A Volvo apresenta no evento o BZL, chassi da marca produzido em Curitiba e que está em testes em diferentes cidades como na própria capital paranaense e na capital paulista. O veículo recebeu os padrões das gerenciadoras locais. O ônibus exposto tem a padronização da SPTrans, da capital paulista.

A prefeitura de São Paulo tem como meta colocar em operação pelas empresas concessionárias, 2,6 mil ônibus elétricos até o fim de 2024. O cumprimento desta meta deve custar R$ 8 bilhões, dos quais R$ 6 bilhões serão custeados pela prefeitura e R$ 2 bilhões virão pelas concessionárias, mas elas serão subsidiadas por isso. Assim, não vão custear a eletrificação, na prática.

A administração municipal da capital paulista anunciou que obteve R$ 5,75 bilhões em financiamentos: R$ 2,5 bilhões pelo BID e Banco Mundial (Bird) com o dever de contrapartida de R$ 625 milhões das receitas do município; R$ 2,5 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e R$ 750 milhões do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

O que está acontecendo na cidade de São Paulo é visto de perto pelos demais administradores de todo o País.

DEBATES:

Às 16h desta terça-feira, vai ser realizado o painel “Soluções para financiar a eletrificação de frotas de transporte público do Brasil”  , com os especialistas:

Na quarta-feira (25), o painel sobre eletromobilidade é “O mundo da eletricidade que faz o ônibus elétrico rodar e produzir os serviços de transporte público que a população e o meio ambiente precisam”

No mesmo dia, às 11h, ocorre o painel : “Introdução do ônibus elétrico nas cidades brasileiras: modelos em desenvolvimento”

Às 13h do dia 25/10, o painel é: Descarbonização dos sistemas de transporte coletivo: o caminho a ser perseguido

Ana Waksberg Guerrini – Banco Mundial

Também no dia 25 de outubro, mas às 16h, o painel é “Método de Cálculo do Custo Operacional do Ônibus Elétrico a Bateria”

No dia 26 de outubro às 10h, o debate é: Os desafios de operar a frota elétrica

Às 14h do dia 26, o painel será: A Indústria de ônibus elétricos a bateria e as soluções para qualquer sistema viário das cidades brasileiras

Veja mais fotos dos modelos expostos:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Sair da versão mobile