Ônibus do transporte coletivo de Londrina (PR) começam receber cartazes do “Violentômetro”
Publicado em: 1 de setembro de 2023
Régua que “mede” o grau de violência contra a mulher
MICHELLE SOUZA
Em Londrina (PR), o Grupo Mulheres do Brasil já começou o trabalho para afixar em cerca de 60 ônibus da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina), o cartaz do Violentômetro. O cartaz é uma espécie de régua que “mede” o grau de violência contra a mulher, indo da chantagem ao modo mais grave, o feminicídio.
A Charlene Tófano, é uma das líderes colegiadas do Núcleo Londrina do Grupo Mulheres do Brasil, ela afirma que os espaços cedidos pela TCGL são muito importantes para campanha, e valoriza o combate à violência contra a mulher. “Agora o Violentômetro poderá ser visualizado por um enorme número de pessoas, ajudando na reflexão e conscientização sobre o problema”, afirma
O objetivo da distribuição do Violentômetro é estimular, por parte de toda a população, uma reflexão a respeito do próprio relacionamento ou de alguém conhecido, sensibilizando principalmente as mulheres para serem capazes de identificar, prevenir ou evitar os comportamentos listados. Algumas vezes, por não resultarem em violência física, as vítimas vão tolerando as práticas num abuso crescente que pode culminar no feminicídio.
As estatísticas mostram que, com o tempo, o risco de agravamento do comportamento violento aumenta e os episódios podem ficar mais frequentes e graves, podendo levar a danos permanentes à saúde física e mental, e até à morte e por isso, quanto antes a agressão for identificada, melhor.
De acordo com dados do Lesfem (Laboratório de Estudos de Feminicídio), do qual a UEL (Universidade Estadual de Londrina) faz parte, o Paraná é o terceiro estado com maior número de casos feminicídios no país, de janeiro a junho deste ano, foram 62 mulheres assassinadas.
Por iniciativa do Comitê de Combate à Violência contra a Mulher do Núcleo Londrina, os cartazes do Violentômetro começaram a ser distribuídos na cidade em agosto, e através de uma força-tarefa, as voluntárias já conseguiram afixá-lo em cerca de 100 pontos da cidade e em mais de 10 cidades da região de Londrina, incluindo escolas, bares, igrejas, lojas, universidades, estabelecimentos públicos e unidades de saúde.
Para as pessoas que tiverem interesse em ajudar na distribuição do Violentômetro em estabelecimentos, espaços comunitários ou local de trabalho, é só entrar em contato pelo Instagram do @grupomulheresdobrasillondrina.
Michelle Souza, para o Diário do Transporte


