Avançaram as negociações entre a estatal e o sindicato dos trabalhadores
ADAMO BAZANI
Todas as linhas de metrô em São Paulo iniciaram as operações como o habitual nesta terça-feira, 13 de junho de 2023. Trens da CPTM, ViaMobilidade, ônibus do sistema SPTrans e intermunicipais da EMTU também operam normalmente, com exceção de Osasco, onde os ônibus municipais e da EMTU têm tabelas especiais por causa do feriado na cidade.
O Sindicato dos Metroviários, após assembleia que terminou depois de 21h30 desta segunda-feira (13), informou que os trabalhadores aceitaram as propostas do Metrô e desistiram da greve que havia ameaçado para ter início nesta terça-feira.
A paralisação tinha sido marcada para afetar as linhas de operação estatal: estatal: 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha de metrô e 15-Prata de monotrilho. As linhas de operação privada, 4-Amarela e 5-Lilás, não seriam paralisadas.
Aproximadamente quatro milhões de pessoas usam o Metrô por dia em São Paulo.
Houve avanço em propostas
Metrô pagou o reajuste de 4,52% em maio no salário, Vale-Refeição e Vale-Alimentação, que é o índice acumulado de maio de 2022 a abri de 2023.
O Metrô propôs 38,9% de reajuste no Vale-Alimentação, indo para R$ 649,36 por mês. Com isso, o Sindicato dos Metroviários considera que é mais vantajoso que o chamado “vale-peru”, que é a cesta de Natal.
O step de 2022 vai ser pago de julho de 2023 e o de 2023 para março de 2024
“Steps” são uma espécie de mecanismo para diminuir a desigualdade salarial. Segundo os metroviários, existem muitos casos de pessoas que exercem a mesma função e ganham salários diferenciados. Os “steps” são pagamentos de 5% incorporados ao salário para diminuir a diferença salarial.
Volta o pagamento dos dias não trabalhados com atestado médico.
Metrô deve fazer a contratação de 115 agentes de segurança cujo resultado de contrato foi homologado e fazer um novo balanço para verificar quantos mais trabalhadores são necessários.
Sobre a PR (Participação nos Lucros), o Metrô apresentou uma forma de cálculo que se aproxima da divisão igualitária. Para a maioria dos trabalhadores, cerca de 5,8 mil pessoas, será uma folha de pagamento a mais e R$ 3,5 milhões que iriam de gratificação de função e tempo de serviço que seria para cargos de chefia.
Segundo o Sindicato dos Metroviários, isso daria R$ 54,5 milhões. Atingidos 100% das metas, daria em torno de R$ 9,5 mil. Mas 100% nunca são atingidos. Em média, são 70% das metas. Calculando isso como referência, dá cerca de R$ 6 mil. A folha de pagamento de referência será de dezembro de 2023. O Sindicato acredita que o valor será maior que a primeira proposta do Metrô que, considerando os 70% da meta, daria em torno de R$ 4,5 mil.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
