No corredor Transcarioca, por exemplo, os intervalos das linhas diminuíram cerca de 54%
ADAMO BAZANI
A prefeitura do Rio de Janeiro informou na tarde desta segunda-feira, 1º de maio de 2023, que a demanda de passageiros no sistema de corredores de ônibus rápidos (BRT – Bus Rapid Transit) subiu 25% com a inclusão dos ônibus 0 km comprados pela administração municipal.
Desde 17 de fevereiro de 2022, é a prefeitura que opera os corredores e os ônibus por meio da Mobi-Rio, mas o intuito é passar novamente a operação para a iniciativa privada.
A licitação do sistema que estava marcada para o dia 04 de maio de 2023 foi suspensa, como mostrou o Diário do Transporte em primeira mão no dia 28 de abril.
Relembre:
Segundo ainda a nota da prefeitura nesta segunda (1º), “ a chegada dos novos ônibus comprados pela prefeitura vem trazendo melhorias significativas ao Sistema BRT. No corredor Transcarioca, por exemplo, os intervalos das linhas diminuíram cerca de 54%. Com mais articulados rodando e menos tempo de espera nas estações, a MOBI-Rio registrou também um aumento no número de passageiros transportados. Antes da chegada da nova frota, em 1º de março, a demanda de passageiros diária nesse corredor era de 80 mil. Agora, a empresa registra 100 mil, um aumento de 25%.”
NOVO SERVIÇO:
O Diário do Transporte também noticiou que a partir desta terça-feira, 02 de maio de 2023, entra em operação no corredor Transcarioca do BRT, o novo serviço 43 (Fundão x Santa Efigênia – Expresso), com dez articulados “amarelinhos” de 22 metros. Os ônibus vão circular nos dias úteis em horários de pico, das 5h às 9h e das 16h às 20h. Em torno de seis mil pessoas por dia devem ser atendidas.
Relembre:
Segundo a prefeitura, além dos passageiros do Fundão, a linha atenderá os usuários das estações próximas que até então só contavam com serviço parador na região. Quem utiliza o BRT entre Madureira e Taquara também vai passar a ter uma maior oferta de ônibus nos horários de pico.
Serviço:
Linha 43 (Fundão x Santa Efigênia – Expresso) – a partir desta terça-feira, 02/05
Funcionamento: Dias úteis
Horário: 5h a 9h e 16h a 20h
Estações por onde vai passar:
Terminal Aroldo Melodia (Fundão)
Santa Luzia
Penha
Vicente de Carvalho
Mercadão
Manaceia
Campinho
Praça Seca
Tanque
Taquara
Santa Efigênia
NOVOS ÔNIBUS:
Os ônibus foram comprados pela prefeitura por licitação e fazem parte da aquisição de 561 novos veículos.
A SMTR (Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro) tem neste ano de 2023, o terceiro maior orçamento do poder público, com R$ 2,9 bilhões, ficando atrás somente de Educação (R$ 8,8 bilhões) e Saúde (R$ 7 bilhões).
A maioria dos recursos para os Transportes em 2023 no Rio de Janeiro vai ser empregada para a compra pela prefeitura de novos ônibus para o sistema de BRT (Bus Rapid Transit), que deve receber cerca de R$ 1,4 bilhão.
Por meio de licitação, foram adquiridos 561 ônibus articulados comprados pela Mobi-Rio, empresa da prefeitura que opera o sistema de corredores.
O EDITAL SUSPENSO:
Pelo modelo, a operação será concedida por 10 anos. A concessão será dividida em três lotes e cada operadora será responsável por um corredor. No entanto, os veículos e as cinco garagens continuarão pertencendo à Prefeitura (veja mais detalhes ao fim da reportagem).
Após a concessão, o intuito da prefeitura é que a Mobi Rio fique responsável pela fiscalização do sistema. A receita será gerada semanalmente, mas não pelo número de passageiros, e sim por quilômetro rodado. Caso o serviço não seja satisfatório em relação à pontualidade e condições dos veículos, a empresa será descontada.
A licitação pretende dividir as operações do BRT do Rio de Janeiro em três lotes
O objetivo é transferir a manutenção, operação e gestão da frota, garagens, terminais e estações para uma administradora privada, com projeção de obter uma outorga mínima, ou seja, o valor pago pelo concorrente para assumir o serviço de R$ 407 milhões (R$ 407.338.599,00), considerando os três lotes. Somados, os contratos chegam a R$ 6,59 bilhões.
Casda lote tem os seguintes valores
Lote 1
Valor de Contrato: R$ 2.175.926.522,00 – R$ 2,17 bilhões
Outorga Mínima: 138.781.782,00 – R$ 138,7 milhões
Lote 2
Valor de Contrato: 2.137.450.125,00 – R$ 2,13 bilhões
Outorga Mínima: 125.434.266,00 – R$ 125,4 mihões
Lote 3
Valor de Contrato: 2.290.985.948,00 – R$ 2,29 bilhões
Outorga Mínima: 143.122.551,00 – R$ 143,1 milhões
O Poder Público em um processo intensificado em 2022, realizou uma recuperação gradativa ainda que não total, do sistema do BRT, efetuando a manutenção e revitalização de estações vandalizadas e substituindo a antiga frota com veículos que circulavam de portas abertas, com peças quebradas e com vários outros problemas, por uma frota articulada e convencional inteiramente nova para atender os passageiros.
A abertura dos envelopes com as propostas está marcada para 4 de maio de 2023, às 11h, no auditório da CET-RIO na rua Ulysses Guimarães, 16, localizado na Cidade Nova.
A concessão será para a operação.
A frota nova foi comprada pela prefeitura do Rio de Janeiro e os ônibus estão chegando.
Foram adquiridos 561 novos ônibus.
A concessionária vai operar estes ônibus que são do poder público.
As garagens do sistema também são da prefeitura, que realizou o processo de desapropriações dos imóveis.
A SMTR (Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro) tem neste ano de 2023, o terceiro maior orçamento do poder público, com R$ 2,9 bilhões, ficando atrás somente de Educação (R$ 8,8 bilhões) e Saúde (R$ 7 bilhões).
A maioria dos recursos para os Transportes em 2023 no Rio de Janeiro vai ser empregada para a compra pela prefeitura de novos ônibus para o sistema de BRT (Bus Rapid Transit), que deve receber cerca de R$ 1,4 bilhão.
A bilhetagem já foi concedida e será implantada inicialmente no BRT para em seguida ser instalada nos ônibus comuns.
Assim, a gestão do prefeito Eduardo Paes separa em licitações diferentes: compra de ônibus, bilhetagem, gestão do sistema e operação das linhas.
LINHA DO TEMPO:
23 de março de 2021: A prefeitura do Rio de Janeiro inicia o primeiro período de intervenção no BRT, ainda sob responsabilidade das empresas de ônibus. Segundo a prefeitura, diversos problemas justificaram a medida, como frota sucateada e inoperante, quantidade de ônibus em circulação inferior ao contrato e más condições dos coletivos e das estações e terminais.
17 de fevereiro de 2022: A gestão do prefeito Eduardo Paes, com a secretária municipal de Transportes, Maína Celidonio, anuncia que a prefeitura assume as operações, frota e estruturas do BRT do Rio de Janeiro, alegando que as empresas não teriam condições de melhorar o sistema, após as renovações dos períodos da intervenção. A CMTC-RIO (Companhia Municipal de Transportes Coletivos do Rio de Janeiro), com o nome fantasia MOBI-Rio, presidida por Cláudia Secin, que foi criada na época da intervenção, passou a operar o BRT do Rio de Janeiro.
31 de março de 2023: A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou licitação para a concessão à iniciativa privada do sistema de BRT (Bus Rapid Transit) da cidade, dividindo o sistema em três lotes com valores diferentes de outorga. O objetivo é transferir a manutenção, operação e gestão da frota, garagens, terminais e estações para uma administradora privada, com projeção de obter uma outorga mínima, ou seja, o valor pago pelo concorrente para assumir o serviço de R$ 407 milhões (R$ 407.338.599,00), considerando os três lotes. Somados, os contratos chegam a R$ 6,59 bilhões.
28 de abril de 2023: A prefeitura do Rio de Janeiro publica em Diário Oficial a suspensão da concorrência por tempo indeterminado
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
