Estrutura foi instalada perto da estação de Itaquaquecetuba
ADAMO BAZANI
Começou a funcionar nesta sexta-feira, 28 de abril de 2023, a cabine seccionadora de energia na estação de Itaquaquecetuba, da linha 12-Safira da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na Grande São Paulo.
Segundo a CPTM, estas cabines são instalações de energia localizadas entre subestações retificadoras e terminais de linhas. A função destas estruturas é interromper o fornecimento de energia em uma parte menor da linha de contato entre duas subestações, no caso de abertura de um disjuntor das subestações.
Isso significa que, em caso de falhas ou serviços de manutenção, o trecho que precisa ser desligado para reparos é menor, o que gera menor impacto negativo e maior flexibilidade na operação dos trens metropolitanos. – garante a empresa.
Além disso, caso seja necessário em alguma eventualidade acionar os ônibus da Operação PAESE (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência), os coletivos acabam precisando atender um trecho menor.
De acordo com a estatal, a cabine custou R$ 10,3 milhões e faz parte de dois contratos para o sistema de suprimento atual de energia na CPTM: Siemens Norte-Sul (Linhas 7 e 10) e Siemens Leste (Linhas 11 e 12).
A empresa ainda diz que o investimento total desses contratos gira em torno de R$ 418 milhões (em valores atuais). Entre os empreendimentos previstos nesses contratos estão reformas, modernizações e ampliações de subestações e cabines existentes, além da implantação de uma subestação nova (Dom Bosco, inaugurada em 2020) e de seis novas cabines seccionadoras (José Bonifácio, Capuava, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Utinga e Guapituba).
A CABINE:
Segundo a CPTM, a cabine fica em uma localidade desassistida (sem operadores), com todas as manobras, controle e supervisão realizadas via telecontrole 4G, gerenciadas do Centro de Controle Operacional da CPTM, no Brás.
“A cabine seccionadora de Itaquaquecetuba foi projetada na solução eletrocentro, buscando-se inovação, padronização, redução de custos, redução de espaços físicos e redução do tempo de obra civil/instalação, mantendo-se ainda os requisitos de boa técnica, qualidade e de segurança em comparação com as construções antigas de alvenaria.” – diz a CPTM, em nota.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
