Lanchonete está há 30 anos com a mesma família; Terminal de ônibus sem Coxinha não é um terminal que se preze
ADAMO BAZANI
Terminal de ônibus não remente somente à transporte, mas às guloseimas também.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, o popular é o Bolovo (Bolinho de Carne Moída e Ovo) e, no Brasil todo, a Coxinha.
Terminal de ônibus sem Coxinha não é um terminal que se preze.
E a Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), que gerencia os transportes na capital paranaense, decidiu fazer uma enquete com os passageiros, por meio de suas redes sociais, para saber qual é a melhor coxinha dos terminais da cidade.
O resultado da enquete foi divulgado na noite desta sexta-feira, 14 de abril de 2023, no Instagram da gestora e o grande vencedor foi o Terminal do Carmo.
A lanchonete escolhida está com a mesma família há mais de 30 anos.
A iguaria é frita na hora, crocante por fora, macia por dentro e com bastante recheio.
“Ficamos conhecidos com a propaganda boca a boca. Muita gente vem, gosta e fala para familiares e amigos, que aparecerem para experimentar”, disse Paulo Ditos da Silva, que administra o negócio com os filhos Douglas e Davi e o irmão José Venâncio da Silva, segundo nota da Urbs à imprensa.
A gestora diz que a procura é tão grande que a lanchonete ganhou uma segunda entrada, para fora do terminal, para quem quiser comprar a coxinha, mas não precisa pegar ônibus. Por dia, são vendidas de 500 a 700 coxinhas, nas versões de frango, frango com cheddar e frango com requeijão, essa última a líder de vendas. “A coxinha fresquinha e o café com leite são o lanche mais vendido”, conta Douglas.
O segredo da coxinha, contam pai e filho, é justamente a combinação do alto giro, que faz com que o salgado não fique muito tempo na estufa, a qualidade dos ingredientes, as várias trocas de óleos e o recheio robusto. A unidade custa R$ 6,5 (salgado meio salgado, mas vale a pena).
Em nota, a Urbs diz que a ideia é fazer novas enquetes para estimular os comércios locais, auxiliando os pequenos proprietários de lanchonetes, do que chamou de “Gastronomia de Terminal”
Os 23 terminais de ônibus de Curitiba, que recebem milhares de passageiros por dia, oferecem uma série de opções de refeições, lanches e compras. A chamada gastronomia de terminal é composta principalmente de lanches rápidos ou para viagem. A ideia é fazer novas enquetes para descobrir a preferência dos curitibanos e ainda estimular os permissionários desses pontos de venda. Pedro Romanel, diretor administrativo e financeiro da Urbs, adianta que a próxima eleição deverá ser do melhor crepe/churros de terminal.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
