Categoria quer 13% de reajuste salarial, manutenção de 19 mil cobradores no emprego e participação nos lucros de R$ 3 mil
ADAMO BAZANI
Representantes do Sindmotoristas, sindicato dos motoristas e demais funcionários dos transportes da capital paulista, entregaram nesta sexta-feira, 14 de abril de 2023, às empresas de ônibus e à SMT (Secretaria de Mobilidade e Trânsito) a pauta de reivindicações trabalhistas da campanha salarial deste ano.
Como mostrou o Diário do Transportes, os profissionais querem:
– Reajuste salarial acima da inflação do período desde a última atualização dos valores com aumento real num total de 13%;
– Manutenção do emprego de 19 mil cobradores nos ônibus convencionais, padrons e articulados (empresas dos subsistemas de articulação regional e estrutural) – As empresas que surgiram de cooperativas e operam com micro-ônibus, ônibus mídis (micrões) e alguns convencionais e padrons (subsistema de distribuição local) operam sem cobradores desde 2014;
– PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 3 mil;
– Retorno dos 30 minutos remunerados do horário de refeição.
Relembre:
O presidente do Sindmotoristas, Cristiano Porangaba (Crizinho) entregou a pauta ao advogado do sindicato patronal (SPUrbanuss), Carlos Alberto Fernandes Rodrigues de Souza.
Segundo o sindicato, agora, a campanha salarial entra na fase de negociações. Nos próximos dias, deve ser divulgada a agenda de reuniões para a discussão da pauta de reivindicações da categoria.
O documento também foi entregue ao presidente da SPTrans (São Paulo Transporte), Levi dos Santos Oliveira.
A negociação é entre empresas e trabalhadores, mas o poder público sempre acompanha as conversas pelos riscos de greve e porque o sistema de transportes da cidade recebe subsídios da prefeitura. Qualquer mudança nos custos das empresas interfere também na utilização destes subsídios.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
