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Pistas do Centro de Testes Veiculares de Iracemápolis (SP) estão prontas, diz Mercedes-Benz

Realizado em parceria com a Bosch, complexo tecnológico será utilizado para o desenvolvimento e homologações de produtos e componentes de ônibus e outros veículos

ALEXANDRE PELEGI

As obras de construção das pistas do CTVI (Centro de Testes Veiculares de Iracemápolis), no interior paulista, realizadas pela Mercedes-Benz do Brasil e a Robert Bosch América Latina, estão finalizadas.

Trata-se do complexo de testes mais tecnológico do Hemisfério Sul para desenvolvimento e homologações de produtos e componentes de caminhões, ônibus, automóveis, veículos comerciais leves e máquinas agrícolas.

De acordo com a fabricante, o CTVI foi projetado para atender as demandas de testes e simulações de fabricantes de veículos, sistemistas, autopeças e demais empresas do setor automotivo.

Para isso, o Centro conta com cinco pistas para avaliações de segurança veicular, eficiência energética e novas tecnologias de assistência ao condutor.

O presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina, Achim Puchert, explica que ao disponibilizar essa nova e moderna estrutura para outras empresas do setor, a empresa contribui para o desenvolvimento da indústria automotiva.

Com o importante diferencial de que toda a estrutura estará concentrada em um único local, otimizando processos e assegurando ganhos de eficiência, agilidade e produtividade, com qualidade, segurança e confiabilidade”, diz o CEO, que completa: “Entregamos assim um grande legado para o setor automotivo e também para a indústria brasileira e da América Latina”.

O presidente e CEO da Robert Bosch América Latina, Gastón Diaz Perez, ressalta que o empreendimento é também uma grande conquista para a toda a engenharia da mobilidade brasileira, já que favorece o desenvolvimento de projetos com ganhos de tempo e em logística em uma infraestrutura com padrão internacional. “Além disso, o CTVI está totalmente alinhado com a nossa estratégia de “local for local”, cujo foco é estabelecer centros de competência locais para atender às demandas dos nossos clientes”, diz.

Para Achim Puchert, a Mercedes-Benz do Brasil e a Bosch estão investindo juntas no futuro e permanecerão lado a lado dos clientes, do mercado e do País. “No horizonte da nossa parceria, visamos os veículos semiautônomos e autônomos, híbridos e elétricos, todos conectados, digitais e compartilhando informações que visam trazer mais segurança e conforto aos motoristas e passageiros”.

Para Dias Peres, o CTVI é mais um marco da Bosch e da Mercedes-Benz do Brasil no desenvolvimento de veículos e soluções cada vez mais seguras e inteligentes, em linha com compromisso de ambas as empresas com o ecossistema do transporte responsável e com a mobilidade sustentável, reforçando os pilares ESG nas companhias. “Com essa parceria, reforçamos a confiança de nossas empresas no País e no potencial dos mercados interno e externo”, completa.

Achim destaca que Mercedes-Benz do Brasil e Bosch, ambas alemãs de origem, são marcas mundiais à frente de seu tempo, com DNA de pioneirismo e vanguarda no desenvolvimento tecnológico de veículos e componentes.

GAMA DE TESTES VEICULARES

De acordo com comunicado distribuído à imprensa, a Mercedes-Benz do Brasil explica que o CTVI tem conceito e estrutura similares às de países como Alemanha, EUA, China e Japão. O Centro ampliará assim a gama de testes veiculares no Brasil, acelerando o desenvolvimento e a homologação de produtos e tecnologias.

Entre os testes, destacam-se o Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP®), Frenagem Automática de Emergência, proteção de pedestres e ciclistas (AEB) e Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor (ADAS), além de eficiência energética e de condução autônoma e semiautônoma.

Diaz Perez explica que o complexo se dedica ao desenvolvimento de tecnologias voltadas a segurança ativa e assistência de direção como radar, ultrassom e vídeo, que em breve serão realizados no CTVI, e irão acelerar as oportunidades de condução mais segura e confortável.

A área de 400 mil metros quadrados, onde está o CTVI, encontra-se junto ao Campo de Provas da Mercedes-Benz do Brasil em Iracemápolis, inaugurado em 2018.

DETALHES DO EMPREENDIMENTO

A pista Oval de Alta Velocidade (High Speed Oval – HSO) é um dos destaques do complexo. Esta área é composta por duas retas paralelas de 960 metros cada e duas curvas asfálticas compensadas de 3 ângulos distintos, completando o circuito oval num total de 2,6 mil metros de extensão, três faixas de rolagem. A HSO permite verificações em alta velocidade, consumo de combustível, autonomia, arrefecimento, ruído, conforto veicular, dirigibilidade e outros. É possível testar também funções de assistência ao condutor.

A pista de Conforto (Comfort Lane – CML), adjacente ao HSO, é um conjunto de 5 faixas de rodagem com diferentes pisos e superfícies irregulares para medições de estabilidade, suspensão e outros itens.

Com 88 mil metros quadrados de asfalto perfeitamente plano e 220 metros de diâmetro, a Área de Dinâmica Veicular (Vehicle Dynamic Area – VDA) possibilita inúmeras manobras com total segurança e em condições ideais para experimentos como ESP® e AEB. Poderá ser utilizada também para avaliações de veículos híbridos, elétricos, autônomos e funções de ADAS.

Já a área de Medição de Frenagem (Brake Measurement Track – BMT) é composta por duas faixas paralelas e irrigáveis que propiciam diferentes coeficientes de aderência, que podem ser usadas em manobras de aprimoramento para sistemas de segurança ativa, como o ABS e o ESP®.

Destinada às manobras de estabilidade e condução, a Pista de Dirigibilidade Pavimentada (Paved Handling Course – PHC), com 1,6 km de extensão e níveis de elevação variados, é composta por curvas e sinuosidades de diferentes raios e está disponível para ensaios de dirigibilidade e testes de veículos de passeio e comerciais leves.

O espaço contará com boxes de oficina e escritórios individualizados, além de estacionamentos para protótipos de veículos em desenvolvimento, que também estarão à disposição para locação. Isso garante privacidade e confidencialidade total para as empresas locatárias.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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