Impasse sobre subsídios e reajuste continua
ADAMO BAZANI
Uma nova assembleia promovida pelo Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários no Estado do Piauí) decidiu nesta segunda-feira, 20 de março de 2023, continuar com a greve de motoristas de ônibus e demais funcionários dos transportes de Teresina.
Não houve consenso sobre as propostas das empresas de ônibus e nem sobre os repasses da prefeitura às viações.
Enquanto isso, continua a agonia dos passageiros, mesmo com os veículos alternativos cadastrados pela Strans – Secretaria de Transportes e Trânsito.
As empresas de ônibus ofereceram inicialmente, o reajuste de 6% nos salários, de 20% no vale-alimentação e de 33% no plano de saúde, o que foi rejeitado pelos trabalhadores.
O TRT-PI (Tribunal Regional do Trabalho do Piauí) determinou que, durante os horários de pico, 100% da frota esteja em circulação e nos demais horários, 80% dos veículos operem na cidade.
A determinação foi assinada pelo desembargador Téssio da Silva Torres após ação ajuizada pelo Setut (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina). A decisão prevê multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
A prefeitura de Teresina informou no da 16 de março de 2023, que faria repasse de R$ 1,5 milhão para que as empresas façam os pagamentos atrasados. De acordo com o Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários), as cinco empresas que prestam o serviço de transporte coletivo no município atrasaram, desde fevereiro, os pagamentos de salários dos trabalhadores.
A decisão do repasse veio após o TRT-PI determinar que as empresas acertem os pagamentos atrasados e deu prazo sexta-feira (17), sob pena de multa diária de R$ 1.000 sobre cada trabalhador, em caso de descumprimento da determinação.
No entanto, apesar das determinações judiciais, nada ainda foi resolvido.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
