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Sindicato dos metroviários de BH tem conta bloqueada pela Justiça

Sindimetro não cumpriu liminar que determinava funcionamento do metrô durante a greve em escala mínima de 70%

ALEXANDRE PELEGI

O Sindimetro (Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais) está com suas contas bloqueadas pela Justiça.

Segundo a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3) determinou o bloqueio imediato de R$ 250 mil das contas do sindicato porque a entidade não cumpriu determinação judicial que definiu escala mínima de 70% dos trens em operação durante a greve.

Em liminar, publicada na quarta-feira (15), o TRT definiu a multa diária de R$ 100 mil em dias úteis e de R$ 150 mil nos dias do Carnaval.

O bloqueio das contas foi definido pelo vice-presidente do TRT-MG, desembargador César Pereira da Silva Machado Júnior.

Os metroviários de BH cruzaram os braços na última quarta-feira (15).

Nova assembleia nesta segunda-feira (20 vai reavaliar o movimento.

O SindMetro-BH (Sindicato dos Metroviários de Belo Horizonte e região metropolitana) quer reverter a privatização.

Como mostrou o Diário do Transporte, no dia 22 de dezembro de 2022, a concessão por 30 anos do Metrô da Grande BH foi arrematada em leilão na B 3 (Bolsa de Valores de São Paulo) pelo Grupo Comporte Participações S.A.) por R$ 25,75 milhões (R$ 25.755.111,00)

O Grupo é ligado à família do empresário Constantino de Oliveira, fundadora da Gol Linhas Aéreas e um dos maiores frotistas de ônibus do País.

Na área de trilhos, o Grupo Constantino atua no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre Santos e São Vicente, no litoral Sul de São Paulo, por meio da empresa BR Mobilidade. (Relembre)

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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