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Metrô de São Paulo publica licitação para contratar empresa responsável por estudos técnicos de engenharia da Linha 16-Violeta

Entre os serviços contidos no edital estão as investigações de terreno, sondagens, mapeamento e verificação da infraestrutura da cidade presente no caminho da linha

WILLIAN MOREIRA

O Metrô de São Paulo publicou no Diário Oficial do Estado deste sábado, 14 de janeiro de 2023, o lançamento de licitação para contratar empresa que realizará estudos para o anteprojeto da Linha 16-Violeta.

A licitação 10018318, contempla a “execução de investigações geotécnicas/sondagens, mapeamento e cadastramento de redes de utilidades públicas”, ou seja, analisar as condições do terreno, tipos de solo, possíveis impedimentos ou interferências que possam vir a impactar o cronograma durante a construção da linha e redes de esgoto, água, energia, internet, entre várias outras que estão nos locais por onde os túneis e poços serão escavados.

Com previsão de entrega estimada no ano de 2034, pelo menos de parte do trajeto, a linha deve ligar a região da Oscar Freire, perto da Avenida Paulista em São Paulo, até a Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital.

Pela extensão, serão necessários 33,4 km de trilhos com 23 estações e uma demanda estimada em 826 mil passageiros por dia, com média de 58 mil pessoas no sentido de maior demanda da manhã e da tarde, da Zona Leste para o centro no começo do dia e na direção contrária no fim dele.

Os intervalos médios nos picos serão de 93 segundos entre um trem, já que a linha 16-Violeta contará com uma frota de 71 composições, estacionadas em um pátio com 160 mil metros quadrados, além de vias de estacionamento ao longo da linha.

Integrações são previstas com as linhas 1-Azul e 2-Verde na estação Paraíso, Linha 4-Amarela na Oscar Freire, Linha 15-Prata na futura estação Cidade Tiradentes e com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na também futura estação de São Carlos.

Apesar de ainda em projeto, a linha traz novos conceitos em questão de atendimento conforme foi apresentado em palestras durante 2022 voltadas ao setor de transportes e mobilidade como, construção das estruturas e derivados, entre os pontos destacados é o uso de diferentes modelos de tuneladoras (tatuzões) para a construção, com trechos do método tradicional e outros com a possibilidade de instalar quatro vias em dois andares diferentes, otimizando o uso dos espaços inclusive para estacionamento de trens.

A decisão permitirá ao Metrô economizar espaços construtivos e resolver um aparente problema no seu traçado que é a falta de terrenos para comportar os pátios para um total de 71 trens em sua frota, além de áreas de manutenção e almoxarifado de peças, por exemplo.

Além disso, em pelo menos 11 estações é estudada a possibilidade de não construir grandes escadas rolantes, mais sim elevadores de alta capacidade, copiando ideia presente em sistemas metroviários pelo mundo, como em Barcelona (Espanha), Hong Kong (China), Washington DC (Estados Unidos) e Nagóia (Japão).

Cada elevador poderá contar com capacidade para até 40 pessoas, velocidade de 2,25 m/s e com portas separadas ou não para o embarque e desembarque das pessoas.

A sessão pública de recebimento e abertura das propostas está marcada para 16 de fevereiro às 10h.

 


Willian Moreira, para o Diário do Transporte

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