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OUÇA: Tarifa zero nada: Sistema de ônibus de São Paulo vai custar R$ 12 bilhões em 2023, SPTrans pede R$ 7,4 bilhões e prefeitura propõe R$ 3,7 bilhões para subsídios

Dado foi apresentado em audiência pública sobre o Orçamento de 2023; Ainda de acordo com o técnico, neste ano de 2022, o sistema consumiu R$ 4,6 bilhões de subsídios

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

Ouça:

https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/11/trazero.mp3?_=1

Nada de tarifa zero. A discussão mesmo é como manter o atual sistema de ônibus na capital paulista.

E nesse quesito, a SPTrans (São Paulo Transporte) e o Executivo Municipal trabalham com números bem diferentes para subsidiar a operação das cerca de 1,3 mil linhas municipais atendidas por 13 mil ônibus que transportam diariamente três milhões de usuário, em média.

Enquanto a gestão Ricardo Nunes propõe para o Orçamento de 2023, R$ 3,7 bilhões de subsídios, a SPTrans, gerenciadora dos transportes municipais, pede R$ 7,4 bilhões.

Os valores foram apresentados nesta quarta-feira, 16 de novembro de 2022, pelo diretor de Administração de Infraestrutura da SPTrans (São Paulo Transporte S/A), Anderson Clayton Maia, em audiência pública sobre o Orçamento na Câmara Municipal de São Paulo.

“Encaminhamos a proposta de R$ 7,4 bilhões para o próximo ano e a Prefeitura propõe R$ 3,7 bilhões. Assim, teremos a necessidade de suplementação no valor de R$ 3,7 bilhões para 2023”, disse o técnico.

Segundo Anderson Clayton Maia, todo o sistema de ônibus em São Paulo no ano que vem vai custar R$ 12 bilhões. Deste total, cerca de R$ 5 bilhões devem ser arrecadados pelas catracas e seriam necessários em torno de R$ 7 bilhões para cobrir tudo.

O valor é maior que os R$ 10 bilhões anunciados pelo prefeito Ricardo Nunes na semana passada.

Ainda de acordo com o técnico, neste ano de 2022, o sistema consumiu R$ 4,6 bilhões de subsídios até o início de novembro

Ouça na íntegra aqui:

https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/11/trazero.mp3?_=2

TRANSCRIÇÃO DO ÁUDIO:

No aspecto do sistema de transporte, em especial a compensação tarifária, Sr. Presidente, foi encaminhada da SPTrans à SETRAM, um orçamento de 7,4 bilhões (de reais), que é o que o sistema irá precisar para o próximo ano.

O que está sendo encaminhado à Câmara é 3,7 (bilhões de reais), logo haverá a necessidade de nós aqui da SPTrans, Setrans e SMT, fazermos as articulações necessárias no momento oportuno afim de suplementar 3,7 (bilhões de reais).

Como está neste ano a suplementação necessária?

Até o momento está atendendo Sr. Presidente, estamos aqui, atualmente, em quatro e…

É eu vi, quase quatro… É isso?

Quatro ponto seis (R$ 4,6 bilhões), está atendendo estamos conseguindo atender o exercício.

Previsão para 2023 chega em 7 (bilhões de reais), o subsídio?

Perfeito. O sistema como um todo custará 12 (bilhões de reais), uma vez que nós temos 5 (bilhões de reais) de receita de catraca.

SPTRANS DIZ QUE SÃO PROJEÇÕES:

Em nota, a SPTrans informou ao Diário do Transporte que os valores apresentados são projeções de custos e subsídios e negou que haja divergência entre o valor de R$ 7,4 bilhões apresentado e os R$ 3,4 bilhões que estão na proposta de Orçamento pela prefeitura.

A SPTrans esclarece que durante audiência pública do orçamento realizada nesta quarta-feira (16/11), técnicos apresentaram projeções de custos e subsídios ao sistema de transporte público municipal. Não há qualquer divergência. Tampouco o técnico falou sobre tarifa zero. Em nenhum momento este tema foi objeto de sua fala durante toda a audiência. Em relação à possibilidade de tarifa zero trata-se de estudo solicitado pela Prefeitura, como já explicado anteriormente.

INVESTIMENTOS:

Na audiência também foram apresentadas as previsões dos principais investimentos em mobilidade para 2023.

– Serviços de Engenharia de Tráfego – R$ 693,93 milhões;

– Implantação e Construção de Corredores de Ônibus – R$ 328,50 milhões;

– Implantação de Corredores de Ônibus Novos – R$ 268,49 milhões;

– Manutenção e Operação do Sistema Municipal de Transporte Coletivo – R$ 385 milhões;

– Construção de Ciclovias, Ciclofaixas e Ciclorrotas – R$ 172,36 milhões;

– Manutenção e Operação de Terminais de Ônibus – R$ 111,20 milhões;

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Arthur Ferrari

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