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Câmara de BH aprova em 1º turno projeto que prevê todos ônibus elétricos municipais até 2028

Ônibus elétrico que foi testado na cidade de Santo André, no ABC Paulista, pela empresa Suzantur (Foto Apenas Ilustrativa)

Proposta ainda envolve táxis e veículos à disposição de órgãos e agentes públicos da administração municipal

ADAMO BAZANI

Com 39 votos a favor e nenhum contra, foi aprovado pelo Plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte, nesta sexta-feira, 11 de novembro de 2022, em 1º turno, o Projeto de Lei 392/2022, que obriga a utilização de veículos elétricos na prestação de serviços públicos a partir de julho de 2028.

A proposta engloba ônibus e micro-ônibus elétricos das linhas municipais, táxis e carros e caminhões à disposição de órgãos e agentes públicos da prefeitura, sejam de frota própria ou de terceirizados:

 Para os fins dessa lei, considera-se como prestação de serviços públicos municipais aqueles exercidos diretamente pelo poder público, bem como os prestados por terceiros por meio de concessão, permissão ou autorização incluindo:

I — o transporte público coletivo de passageiros, convencional e suplementar;

II — o transporte por táxi;

III – veículos à disposição de órgãos e membros da administração pública municipal;

Segundo a Câmara, o texto, que recebeu emendas, voltará a ser discutido pelas comissões antes de retornar ao Plenário para apreciação definitiva.

Pela proposta, o custo será bancado por dotações orçamentárias próprias.

O Poder Executivo e a Câmara Municipal apresentarão propostas direcionadas aos permissionários do transporte suplementar e taxistas com vistas a viabilizar a adequação dos prestadores ao disposto nesta lei.  As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

No texto da Justificativa, o projeto cita a instabilidade do preço do petróleo e a necessidade de melhorar a qualidade do ar.

A instabilidade do preço do petróleo e o alto índice de poluição dos veículos movidos a combustíveis fósseis obriga-nos a repensar o modelo das grandes metrópoles. O aumento de veículos elétricos no município é uma medida importante para redução de emissões de CO2, diminuição dos níveis de ruídos na capital e redução das chamadas “ilhas de calor, vez que não geram a emissão de gases.

A tecnologia está avançando consideravelmente nesse campo, e diversos países da Europa já planejam a substituição de 100% da frota de veículos do país, públicos e particulares.

Dessa feita, não só é completamente possível como extremamente recomendável que Belo Horizonte de mais esse passo em direção à sustentabilidade ambiental e à inovação. A adoção dos veículos elétricos já foi incorporada por outros entes federativos de forma isolada, mas a capital mineira será, com a ajuda dos nobres colegas que compõem esse parlamento, a primeira a tornar uma ação concreta para substituição integral da frota por veículos elétricos.

Doze vereadores assinam o projeto: Gabriel (sem partido), Álvaro Damião (União); Dr. Célio Frois (Cidadania); Henrique Braga (PSDB); Irlan Melo (Patri); Jorge Santos (Republicanos); Léo (União); Marilda Portela (Cidadania); Nely Aquino (Pode); Professor Juliano Lopes (Agir); Reinaldo Gomes Preto Sacolão (MDB); Wanderley Porto (Patri).

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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