Ônibus metropolitanos da Grande Curitiba têm atrasos e linhas suspensas por causa de manifestações de bolsonaristas

Problemas ocorrem por causa de bloqueios contra resultados das eleições que foram decretados ilegais pelo STF e TSE

ADAMO BAZANI

A Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba) informou nesta terça-feira, 1º de novembro de 2022, que diversas linhas de ônibus entre a capital e cidades vizinhas são prejudicadas por causa das manifestações que bloqueiam rodovias nas regiões.

Grupos de bolsonaristas fazem as interdições desde esta segunda-feira (31) inconformados porque o presidente Jair Bolsonaro foi derrotado nas urnas nas eleições de domingo (30).

Em nota, a Comec informa as linhas que estão em atrasos e as que tiveram de ser suspensas.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Atenção:  A Comec informa que foram registradas manifestações e bloqueios em diversas rodovias da Região Metropolitana de Curitiba e que visando a segurança de seus passageiros e operadores pode autorizar desvios de itinerários ou, em casos de ameaças mais graves, paralisação temporária da operação.

As linhas G11 – QUITANDINHA / PINHEIRINHO, G71 – CURITIBA / AREIA BRANCA, G72 – CURITIBA / AREIA BRANCA, I21 – FAZENDA RIO GRANDE / AGUDOS DO SUL e F73 – FAZENDA / AREIA BRANCA estão temporariamente suspensas.

Linhas que estão em operação, porém, registrando atrasos: Y98 – JD.PAULISTA / RIBEIRÃO GRANDE, F13 – ESTADOS I, F14 – SANTA MARIA, F23 – ESTADOS II, F25 – VENEZA PEDÁGIO, F30 – GRALHA AZUL, B33 – BOCAIÚVA DO SUL e J71 – ITAMBÉ.

HISTÓRICO:

Bolsonaristas inconformados com a derrota do presidente Jair Bolsonaro nas urnas realizam os bloqueios que causam transtornos. Bolsonaro segue em silêncio desde a noite de domingo (30) depois de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter confirmado oficialmente a vitória do adversário Luís Inácio Lula da Silva.

Em redes sociais e em emissoras de rádio, caminhoneiros dizem que em cada ponto de bloqueio são pequenos os grupos que causam os tumultos, mas os demais não seguem viagem porque têm medo de agressão ou de ter os veículos destruídos pelos organizadores.

São três fatos inéditos na história eleitoral do Brasil desde a redemocratização:

– Nunca um presidente que tentava a reeleição foi derrotado, como aconteceu com Bolsonaro;

– Nunca um Presidente da República se calou por tanto tempo depois das eleições

– Nunca ocorreram protestos simultâneos contra um resultado de eleições.

O Diário do Transporte mostrou que passageiros de linhas de ônibus metropolitanos e rodoviários foram prejudicados.

As empresas de ônibus tiveram de cancelar diversas viagens.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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