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São Paulo vai aumentar frota de ônibus, mas não vai dar gratuidade no dia das eleições, domingo (30)

Segundo prefeitura, serão cerca de dois mil ônibus a mais em comparação a um domingo habitual

ADAMO BAZANI

Como ocorreu no primeiro turno das eleições, a cidade de São Paulo não vai conceder gratuidade nos ônibus no segundo turno, domingo, 30 de agosto de 2022.

A informação foi confirmada pela prefeitura na manhã desta quarta-feira (19).

Assim também como ocorreu no dia primeiro turno, para o próximo dia 30, a frota vai ser ampliada em relação aos domingos habituais.

Serão em torno de dois mil ônibus a mais, o que dá uma frota semelhante à de um sábado.

Nesta terça-feira (18), decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, liberou as prefeituras que quiserem conceder o benefício.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/10/18/supremo-tribunal-federal-libera-prefeitos-a-oferecerem-transporte-gratuito-no-segundo-turno-das-eleicoes-2022/

Os custos para não optar pela gratuidade a todos os passageiros no dia das eleições foram o principal fator considerado pela prefeitura de São Paulo, que já subsidia o sistema de ônibus.

Em nota, a prefeirura diz que este acréscimo representa 41% a mais na frota em relação a um domingo comum, o que significa 6.858 ônibus nas ruas, a quantidade de sábado.

Para facilitar o deslocamento da população durante o domingo (30/10) em que será realizado o segundo turno das eleições para governador do Estado e presidente do Brasil, a Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, disponibilizará 6.858 ônibus nas ruas. Essa frota equivale ao total de veículos que circulam aos sábados, representa cerca de 2 mil veículos a mais nas ruas se comparada aos domingos normais e equivale a um aumento de 41%.
No primeiro turno esta medida já foi adotada, ampliando a oferta de ônibus e não houve registros de ocorrências durante a operação, permitindo a locomoção dos passageiros entre as regiões da cidade.
Além disso, ao utilizar o Bilhete Único aos domingos, os passageiros têm direito a realizar até quatro embarques nos ônibus municipais em um período de até oito horas, pagando uma única tarifa, desde que a última recarga de crédito comum realizada no cartão tenha sido em valor de, no mínimo, R$ 17,60 (quatro tarifas).
Dois anos sem reajuste – Além do incremento de mais de 40% na frota de ônibus para o segundo turno, a gestão municipal já mantém uma das menores tarifas da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Há dois anos, de forma transparente e pública, a atual administração da cidade decidiu não reajustar e manter o valor da passagem para não penalizar ainda mais os passageiros de menor renda, justamente os que sentiram com mais intensidade os efeitos econômicos da pandemia e dos inúmeros reajustes de combustível – sobretudo o diesel, que impacta diretamente no custo dos alimentos.
Sem o subsídio ao sistema, o valor atual de uma passagem seria de R$ 7,60. Na prática, os paulistanos pagam R$ 4,40. Além de congelar o valor da tarifa por dois anos, a atual política garante a manutenção das chamadas gratuidades, ou seja, os benefícios diretos para os idosos, pessoas com deficiência e estudantes de baixa renda.
E mais: a subvenção ao sistema – e não às empresas, um equívoco infelizmente ainda cometido – permite que, mesmo com a vigência do valor mais acessível possível, o passageiro pode usar até quatro ônibus em um período de três horas, pagando apenas uma passagem, além de cobrir o desconto concedido a passageiros que realizam a integração com metrô e trens. Trata-se, como demonstrado, de política fundamental para a acessibilidade e a mobilidade urbana na cidade.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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