Ações do Pnatrans são adotadas por empresas do transporte rodoviário regular

Foto: Diário do Transporte

Plano foi criado em 2018 e revisado em 2021

ARTHUR FERRARI

O Pnatrans (Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito), criado em 2018 com o objetivo de reduzir mortes e lesões no trânsito em alinhamento com a Nova Década de Segurança no Trânsito da ONU (Organização das Nações Unidas), tem como meta salvar cerca de 86 mil vidas até o ano de 2028, com ações em parceria com as entidades do setor de transportes, como a ABRATI (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros) e representantes da sociedade civil.

O documento foi revisado em 2021, contando com a contribuição de mais de 100 especialistas e 50 órgãos e entidades como as empresas de transporte rodoviário regular, representadas pela ABRATI.

As viações Brisa, UTIL, Real Expresso, Expresso Guanabara e Normandy estão entre as que ajudaram a formular 154 ações para o plano.

A Brisa implementou o programa de medicina do sono para condutores, tratando os distúrbios do sono e identificando o fototipo do motorista, detectando qual o melhor momento de alerta de seu organismo, tornando este um quesito considerado no momento da formulação de sua escala de trabalho.

Além disso, toda a frota vem passando por processo de renovação no eixo Rio x Juiz de Fora (MG), com um investimento de R$ 5 milhões, tendo quatro veículos já em circulação, que trazem motorização Volvo e carroceria COMIL, em Double Deckers executivos e semileito, com wi fi a bordo e carregadores para celular.

A UTIL e Real Expresso, por sua vez, investiram em novos veículos cabine cama para as linhas Rio x Belo Horizonte e São Paulo X Brasília, com ônibus equipados com câmeras de bordo e telemetria.

Já o Grupo Guanabara prevê 130 novos veículos ainda neste ano com aporte de cerca de R$ 170 milhões.

Além do quesito segurança veicular, os pilares do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito englobam a gestão da segurança no trânsito, vias seguras, educação para o trânsito, atendimento às vítimas e normatização e fiscalização para um sistema seguro de mobilidade.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. paulo Leandro de Oliveira disse:

    Tudo isso mas a situação financeira da classe tá no zero , ninguém reconhece que a classe tá agonizando com salários que não cobrem a despesa do mês , carros na casa dos milhões e motoristas tendo salário que não chegam a dois mínimos por mês , parece piada de mal gosto ……

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