Estudo realizado pelo CCI mostra grande número de ocorrência durante a manhã e início da noite
ARTHUR FERRARI
O CCI (Centro de Controle de Informações) da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), responsável pelo Programa de Concessões Rodoviárias, realizou um levantamento com dados registrados no primeiro semestre de 2022, ao longo dos 11,1 mil quilômetros de rodovias concedidas, que mostra que o começo da manhã e o final da tarde/início da noite são os períodos em que acontecem a maioria dos acidentes nas rodovias.
De acordo com a agência, em cerca de 17 mil ocorrências no período analisado, o levantamento mostra que 17,17% dos casos ocorreu entre às 6h e as 8h59, e 20,65% das 17h às 19h59, horários que correspondem a mais de um terço dos acidentes registrados na malha concedida de janeiro a junho.
Tentando reduzir o número de acidentes nos períodos mais críticos, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo e as 20 concessionárias integrantes do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo, estão intensificando as ações preventivas de conscientização para evitar possíveis ocorrências, intensificando a divulgação de mensagens operacionais e educativas nos Painéis de Mensagem Variável, distribuídos pelas rodovias, além de realizar ações específicas para evitar acidentes em decorrência de formação de filas causadas pelo tráfego intenso, com a utilização de equipamentos específicos para detecção de lentidão, com sinalização de alerta sendo implantada conforme o necessário.
“Entre as causas para o aumento de acidentes nesses dois períodos estão desde o maior volume de tráfego, o que potencializa o risco de acidentes, até o cansaço do condutor que, muitas vezes, está voltando para casa depois de um longo dia de trabalho. Outro fator pode ser a pressa para chegar ao destino, às vezes para não se atrasar no trabalho”, explica Rudyard Panzarini Paiva, superintendente do Centro de Controle de Informações da ARTESP.
“Por isso, é tão importante que o motorista conheça as práticas de direção defensiva e como utilizá-las corretamente.”, completa
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte
