Protocolo de intenções visa coletar informações para a implantação de projetos de média e grande capacidade nas regiões com mais de 1 milhão de habitantes
ALEXANDRE PELEGI
Implantar projetos de transporte público coletivo de média e grande capacidade nas regiões metropolitanas brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes.
Esse é o objetivo de protocolo de intenções assinado nessa segunda-feira, 19 de setembro de 2022, envolvendo duas instâncias do Governo Federal, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A iniciativa governamental, com duração de 12 meses, fará a prospecção e fomentará planos na área. Como resultado imediato, MDR e BNDES pretendem formar uma carteira de concessões e parcerias público-privadas (PPP), cujos investimentos serão aplicados em transporte estruturante, subsidiando a implementação da Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana.
A ANPTrilhos, que representa o setor metroferroviário, saudou a iniciativa. Para a Diretora Executiva da Associação, Roberta Marchesi, o ato celebrado nessa segunda-feira marcará “a retomada dos investimentos em transporte estruturante, o resgate do planejamento de longo prazo, a atração de novos investidores e o aquecimento da nossa indústria nacional, com grande potencial para a geração de emprego e renda em nosso País”.
De acordo com o site do MDR, que divulgou o protocolo, a primeira fase da parceria promoverá a elaboração de estudos em 21 regiões metropolitanas do País que contam com mais de 1 milhão de moradores. “Serão articuladas reuniões entre representantes das duas instituições para a implementação de ações de prospecção de informações junto aos entes subnacionais para averiguar a demanda dessas localidades por sistemas de metrô, trem urbano, veículo leve sobre trilhos (VLT) e Bus Rapid Transit (BRT)”.
Representantes das duas instituições realizarão ações de prospecção de informações junto a Estados e Prefeituras para averiguar a demanda por sistemas de metrô, trem urbano, veículo leve sobre trilhos (VLT) e corredores de ônibus (BRT).
Na sequência dos levantamentos, será construída uma carteira de projetos que apontará as necessidades de investimentos para a implementação das ações, nos diferentes níveis de governo e, também, de origens privada e internacional
Levantamento da ANPTrilhos aponta que o Brasil tem hoje cerca de 60 projetos, que somam mais de 1.000 quilômetros de extensão para implantação metrôs, trens urbanos, VLTs, monotrilhos e trens metropolitanos. Se concretizados, esses empreendimentos podem mais que duplicar a malha existe de 1.105 quilômetros.
No caso de projetos de BRT desponta a capital paulista, com projetos na área, e a cidade do Rio de Janeiro, às voltas com a requalificação do modal.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
