Viabilidade dos equipamentos começou a ser avaliada na sexta-feira; Assaltos e arrastões em estações do Metrô preocupam usuários e poder público
ADAMO BAZANI
Imagens William Moreira
Como divulgou em primeira mão o Diário do Transporte, na sexta-feira, 09 de setembro de 2022, o Metrô de São Paulo começou a testar detectores de metal em duas estações: Saúde-Ultrafarma (linha 1-Azul) e D. Pedro II (linha 3-Vermelha).
A medida ocorre depois de uma série de assaltos e até mesmo arrastões em estações e trens registradas na Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano) pelos passageiros.
De acordo com os relatos e mesmo imagens, os bandidos usam armas de fogo e facas para render os usuários.
Os testes são realizados fora dos horários de pico para não atrapalhar a rotina quando o movimento é maior.
O Diário do Transporte acompanhou estes testes na estação Parque D. Pedro II no fim da manhã desta segunda-feira, 12 de setembro de 2022.
Os equipamentos ficam antes das linhas de bloqueio (como são chamadas as catracas no Metrô).
Os usuários têm de passar de um em um pelos equipamentos, mesmo que sejam casais ou pais e mães com filhos que já caminham.
Junto aos equipamentos ficam agentes de segurança do Metrô, com os uniformes pretos.
Após os usuários passarem pelas “portas” dos equipamentos que mostram em que parte do corpo onde estão os objetos metálicos, os seguranças aproximam detectores manuais do corpo e dos pertences pessoais.
Bolsas e até carrinhos de mercadorias (algo muito comum nas estações daquela região devido aos comércios populares) foram inspecionados no momento em que a reportagem esteve no local.
Os equipamentos apitavam, mas os passageiros eram liberados.
As áreas dos bloqueios são cercadas por gradis durante os testes para evitar eventuais fugas e impedir o acesso à “área paga” das estações por outros acessos. Foi criada uma zona de “confinamento”.
Ainda não há resultados sobre a viabilidade ou não do uso dos detectores.
Enquanto estes testes ocorrem, Metrô de São Paulo e Polícia Militar acertam os últimos detalhes para o início do convênio que vai possibilitar que policiais de folga atuem nas estações e trens fardados para auxiliar na segurança, como já ocorre com estações da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)
A estimativa é que o acordo comece valer ainda neste mês.
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Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
