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Após 20 anos, prefeitura de São Paulo abre licitação para projeto de prolongar Marginal Pinheiros em 8 km

Edital já foi lançado e novo trecho será da Avenida Guido Caloi, até a Ponte Vitorino Goulart

ADAMO BAZANI

A prefeitura de São Paulo abriu uma licitação para a conclusão dos estudos e projeto básico e a elaboração do projeto executivo para prolongar a Marginal Pinheiros em cerca de 8 km. Em parte desta extensão, está prevista também a construção de um parque linear.

A data de entrega das propostas foi marcada para o dia 03 de outubro de 2022.

A ideia deste prolongamento é de 2002. Os 8 km são entre a Av. Guido Caloi e a Ponte Vitorino Goulart, no bairro Interlagos.

Somente nestes estudos, a prefeitura pretende gastar R$ 8 milhões – R$ 8.068.890,50 (Oito milhões, sessenta e oito mil, oitocentos e noventa reais e cinquenta centavos).

O prazo para a conclusão do projeto é de sete meses (210 dias) após a assinatura do contrato.

Vence a empresa ou consórcio que oferecer o menor preço.

No edital, a SIURB (Secretaria de Infraestrutura Urbana), da prefeitura de São Paulo, diz que o projeto deste prolongamento é de 2002, mas uma série de fatores impediu o avanço.

“O projeto do prolongamento foi desenvolvido em 2002, porém, houveram construções ao longo do trecho, bem como, implantação de novas redes aéreas e subterrâneas que interferem com o traçado incialmente proposto”

A revisão da proposta de prolongamento deve feita a partir do projeto existente, mas com as alterações necessárias por causa das mudanças imobiliárias e estruturais que ocorreram ao longo destes 20 anos.

Segundo o edital, o estudo deve buscar o menor nível de interferência em imóveis, torres de alta tensão e outras estruturas de serviços.

“A partir do levantamento e cadastramento das novas interferências, torres de alta tensão e redes enterradas, o traçado inicialmente proposto deverá ser otimizado buscando a melhor alternativa técnica e econômica para a implantação do viário. A proximidade com as edificações existentes também deve ser otimizada onde for possível.”

Ainda de acordo com o documento, o parque linear deve ter extensão mínima de 1 km.

Os estudos devem contemplar os impactos no transporte público, mas nem a proposta de 2002 e nem o edital atual incluem vias preferenciais para deslocamentos coletivos, como corredores de ônibus à esquerda, faixas ou meios por trilhos de média capacidade, a exemplo dos VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos).

A estimativa é de que 1,5 milhão de pessoas passem pelo local por dia. Com a obra, dependendo do trajeto, não será mais necessário trafegar pelos bairros de Jurubatuba, Santo Amaro, Jardim São Luís e Socorro.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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