Termo de cooperação entre PM e Metrô está em andamento; casos sequenciais de assaltos e arrastões em trens e estações assustam passageiros
ADAMO BAZANI
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo anunciou para esta sexta-feira, 09 de setembro de 2022, às 16h, uma manifestação contra a atuação de PMs de folga nas estações e para a contratação de mais agentes de segurança.
O ato foi marcado para ocorrer na estação Trianon-MASP.
O emprego de PMs de folga para reforçar a segurança é previsto em um convênio que será assinado entre o Metrô de São Paulo e a Polícia Militar e ocorre após as notícias sobre vários casos de roubos, assaltos e até arrastões em trens e estações.
O documento do convênio está em ajustes para ser assinado. Nesta quinta-feira (08), foi realizada uma reunião entre Metrô e polícias para acertar detalhes.
O Sindicato alega que a presença de agentes armados em um ambiente confinado como o Metrô pode ser perigoso e gerar tumulto e que há um déficit de seguranças.
Os casos de violência no Metrô acenderam o sinal de alerta no Governo do Estado.
Nesta quinta-feira (08), o Diário do Transporte mostrou em primeira mão que chefe de Segurança do Metrô de São Paulo, Raphael Ferreira Fernandez, foi exonerado do cargo na terça-feira, 06 de setembro de 2022.
Oficialmente, o Metrô afirmou que a saída se deu por motivos pessoais.
Relembre:
O Sindicato dos Metroviários diz que escolheu a estação Trianon-MASP porque no dia 1º de agosto de 2022, uma mulher cega caiu nos trilhos e um dos trens passou por cima dela, mas não a atingiu. A passageira passa bem. Os metroviários dizem que o problema ocorreu por falta de funcionários para recepcionar a usuária no trem, como é o procedimento.
Já o Metrô diz que houve falha por um dos funcionários que foi punido e que a quantidade de agentes nas estações e rede atende à demanda.
A categoria também fará reivindicações trabalhistas, como o cumprimento pelo Metrô de São Paulo de um acordo com o Sindicato dos Metroviários em maio de 2022 junto ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho) quantos aos “steps”.
“Steps” são uma espécie de mecanismo para diminuir a desigualdade salarial. Segundo os metroviários, existem muitos casos de pessoas que exercem a mesma função e ganham salários diferenciados. Os “steps” são pagamentos de 5% incorporados ao salário para diminuir a diferença salarial.
Uma assembleia na próxima segunda-feira (12) vai decidir se a categoria entra ou não em greve por este motivo.
No dia 05 de agosto, os metroviários decidiram adiar a greve que tinha sido marcada para o dia 06 após em reunião de conciliação no TRT (Tribunal Regional Eleitoral), a Justiça ter proposto aos trabalhadores uma “cláusula de paz”, com a manutenção apenas do “estado de greve”, sem paralisação, até pelo menos a próxima segunda-feira, 12 de setembro de 2022, quando às 15h, ocorre outra audiência de conciliação.
O desembargador Valdir Florindo alertou a estatal para cumprir o acordo que foi firmado quanto aos “steps”.
Após amplos debates, este Mediador, secundado pelo Ministério Público do Trabalho, preocupado com o conflito gerado a partir do Termo de Referendo acertado no procedimento de mediação anterior – PMPP nº 1001481-33.2022.5.02.0000 -, no tocante aos “steps”, conclama a Companhia do Metropolitano de São Paulo- Metrô, requerida, o exame e a atenção necessária para a extensão do cumprimento desse Acordo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
