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Pesquisa da Abrati com passageiros nas rodoviárias de São Paulo, Rio e Minas, aponta que 37,7% deles buscaram passagem na internet antes de fechar a compra

Terminal Rodoviário de Campinas (SP)

Transporte rodoviário regular tem investido em atendimento por multiplataformas para atrair clientes

ALEXANDRE PELEGI

A Abrati – Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros, decidiu comemorar de forma diferente o mês dedicado ao cliente dos serviços de ônibus.

Representando hoje a maior parte das 234 empresas de ônibus rodoviários interestaduais que atuam no Brasil, a Associação prefere mostrar o que o setor regular de transporte rodoviário tem feito para oferecer um serviço com garantia de segurança conforto e comodidade.

De acordo com comunicado distribuído à imprensa especializada, o setor afirma que tem inovado com muita criatividade para oferecer experiências cada vez mais exclusivas aos passageiros.

Estão no rol dos investimentos feitos pelas empresas nos últimos anos, a compra on-line multicanais; QR Code na hora do embarque; cupons de descontos exclusivos; plataformas tecnológicas das próprias viações, além do tradicional SAC e dos guichês físicos nas rodoviárias.

A entidade realizou uma pesquisa com passageiros no último mês de junho nas rodoviárias de três estados do sudeste – São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O resultado mostrou que 37,7% buscaram sua passagem na internet antes de fechar a compra, ainda que tenha sido realizada presencialmente.

O número ainda é menor do que na bilheteria da rodoviária, que é 40,08%, mas já mostra uma tendência que veio para ficar”, diz a Abrati.

Porta voz e conselheira da Abrati, Letícia Pineschi explica que a compra realizada on-line ou via whatsapp facilita a vida dos viajantes. “O bilhete fiscal eletrônico, enfim aceito pelas secretarias de receitas estaduais, contém todas as informações do passageiro. Ele é apresentado pelo celular ao motorista no momento da viagem, que valida as informações por meio de leitura do cartão de embarque com um QR Code. Ou seja, nada mais entrava o embarque”, destaca

Além disso, Pineschi ressalta que as facilidades na venda on-line e a possibilidade de serviços mais personalizados também influenciaram no aumento de interesse pelo deslocamento rodoviário. “A aplicação de códigos exclusivos de descontos, as conexões entre empresas e parcerias com outros serviços e produtos tornaram a experiência do cliente mais completa”, conta.

A automatização, que já era uma das realidades do setor há mais de uma década, se solidificou com a ampliação da cultura de compra on-line pós pandemia da Covid-19.

Os canais de atendimento ao consumidor também têm sido ampliados e personalizados.

Tudo contribuiu para o crescimento do setor regular de transporte rodoviário dentro do atual contexto macroeconômico. “Com o aumento das passagens áreas, as de ônibus se mostram cada vez mais atrativas. E, com o aumento da gasolina, muita gente prefere viajar hoje de ônibus do que com o próprio carro”, afirma Letícia.

A pesquisa mostrou ainda que 83% dos entrevistados têm preferência pelo embarque nos terminais rodoviários. Grande parte deles relacionam essa escolha à segurança e serviços neles oferecidos, como as salas VIP das empresas.

A diretora geral da Rodoviária do Rio S/A, Roberta Faria, explica que os terminais têm investido cada vez mais no conforto dos passageiros e nos serviços para quem aguarda o embarque. “Quem viaja de ônibus pode esperar sua partida trabalhando, usando wi-fi, em nossas praças de alimentação, utilizando lotéricas e agências bancárias, adquirindo livros, roupas e outros itens de nosso mall. Na Rodoviária do Rio, por exemplo, contamos com 50 lojas e serviços, estacionamento coberto, seguro e com acesso direto ao salão de embarque”, afirma.

Finalizando, a porta-voz da Abrati, Letícia Pineschi, afirma que viajar de ônibus será uma tendência não apenas ditada pelas circunstâncias econômicas, mas especialmente porque a jornada do viajante ficará cada vez mais descomplicada e cômoda.

“Apostamos na nossa imensa capilaridade de atendimento aos destinos turísticos, no nosso potencial de crescimento sem grande impacto ambiental e na nossa já comprovada capacidade de gerar emprego e renda para sermos cada vez mais relevantes no setor de transportes”, conclui.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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