Concessionárias recolhem todos os meses dois milhões de toneladas de lixo nas rodovias do Estado de São Paulo

Foto: Divulgação/ARTESP

Trechos urbanos são os mais afetados pelos resíduos

ARTHUR FERRARI

A coleta e destinação corretas do lixo gerado nos mais de dez mil quilômetros de estradas no Estado de São Paulo é uma das exigências prevista nos contratos do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado, regulado pela ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).

Segundo o levantamento feito pela área de Meio Ambiente da agência, as concessionárias recolhem mensalmente mais de 2,5 mil toneladas de lixo que é jogado nas estradas. O estudo aponta que as áreas urbanas das rodovias são as mais afetadas pelos resíduos, em função da maior circulação de veículos e usuários nas vias.

A ARTESP ainda alerta que os motoristas que descartam lixo pela janela dos veículos estão sujeitos a multa fixada no valor de R$ 130,16, considerada infração média, com adição de quatro pontos na CNH, o que não livra o condutor de responder por crime ambiental.

Todos os dias, equipes contratadas pelas concessionárias das rodovias realizam a coleta do lixo ao longo das pistas. Dentre os materiais recolhidos pelas concessionárias estão detritos de todos os tipos e tamanhos, como insumos hospitalares, garrafas pet, latas de bebidas, embalagens de alimentos, bitucas de cigarros, móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, pneus danificados ou estourados, entre outros.

De acordo com o biólogo da Agência de Transporte do Estado de São Paulo, Pedro Umberto Romanini, “a ARTESP, com apoio das concessionárias, faz frequentes campanhas educativas para orientar sobre os riscos do descarte incorreto desse material. A orientação aos condutores e moradores do entorno das rodovias concedidas é fundamental para evitar acidentes, além de reduzir a quantidade de resíduos na malha rodoviária”, explica.

O orientado aos motoristas é que conservem os resíduos gerados durante as viagens em um recipiente e descartem em postos de Serviço de Atendimento ao Usuário, que ficam espalhados ao longo das rodovias, ou descartem corretamente quando chegarem no destino final.

Arthur Ferrari para o Diário do Transporte

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Comentários

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  1. De antemão digo O MUNDO É A NOSSA CASA. Antigamente, lembro bem disso, era comum jogarmos lixo no primeiro mato mais próximo de casa, não havia coletores de lixo à época. Lembro da barroca em frente de casa e eu jogava quase todos os dias, isso em 1966. Com as mudanças e a implementação de coleta via caminhão da prefeitura foi mudando e aumentando, ao mesmo tempo aumentando numero de moradias não só em meu bairro, o chamado desenvolvimento que se espalhou por toda a cidade, estado, e mundo, pois a população aumentou consideravelmente. Mas….diante de tanto aviso, leis do meio ambiente, panfletos, punições e multas as pessoas parecem não ter aprendido ainda. Hoje o que mais me preocupa é o fato que o condutor agora bebe no volante e descarta a PROVA DO CRIME nas vias urbanas e rodovias em geral. Besta daquele que passar numa blitz achar que não vai ser pego com bafo de alcool, sem falar em sua conduta que mostra o estado fisico. Por fim depois de 55 anos eu aprendi a compensar o meio ambiente, limpando até 8 praças da região onde moro, sem nenhuma vergonha..com isso me sinto aliviado.

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