Futura estação 14 Bis da Linha 6-Laranja pode ter seu nome alterado para homenagear sítio arqueológico, diz Garcia

O governado Rodrigo Garcia (Centro da imagem) durante coletiva de imprensa nesta quinta (21). Foto: Diário do Transporte

A alteração do nome é um pedido de entidades de preservação da história negra e do bairro do Bixiga, onde foi localizado os artefatos de valor histórico

WILLIAN MOREIRA

O Governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 21 de julho de 2022, respondeu ao Diário do Transporte sobre a questão do Quilombo Saracura, localizado no bairro do Bixiga, durante as construções da Linha 6-Laranja do Metrô.

Órgãos de preservação da identidade cultural negra e africana ingressaram com um pedido no IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para que seja preservado o sítio arqueológico encontrado no local e pediram ao Governo do Estado e a Acciona, responsável pela obra, a alteração no nome da estação.

De acordo com o pedido, é necessária a criação de um memorial para manter preservado tudo que foi e vier a ser encontrado.

O nome proposto é  Estação Saracura/Vai-Vai, referência ao antigo quilombo e m à escola de samba retirada da região há pouco tempo para dar lugar à estrutura de transportes.

O governador explicou que os achados arqueológicos e  o pedido de homenagem estão sendo avaliados pelos departamentos de patrimônio cultural de São Paulo e também Nacional, onde depois será definido um posicionamento sobre isto.

“Está sendo avaliado pela área de patrimônio cultural e histórico do Estado e da União, todo o cumprimento da legislação existente e vamos avaliar esse pedido de homenagem que é feito pela região do Bixiga”, disse o governador.

Garcia ainda frisou que a Acciona nos últimos seis meses praticamente dobrou o número total de trabalhadores nos canteiros de obras em toda a extensão da linha, acelerando outras frentes de trabalho e  respeitando a legislação, meio ambiente e a preservação da história, dizendo que o que for localizado nas escavações e for do interesse da sociedade e da história, receberá a atenção e cuidados necessários.

“Eu quero reforçar que a concessionária ampliou muito as frente de obra e não a perfuração dos túneis, isso é importante ficar claro. Enquanto o tatuzão está em manutenção nós temos muitos funcionários e aumentamos em quase 50% nos últimos seis meses o número de funcionários e exatamente para que a gente pudesse acelerar as obras em outras frentes e, portanto, uma obra que é feita respeitando toda a questão da sustentabilidade, respeitando o meio ambiente com todas as licenças ambientais e também respeitando a história se for o caso. Então vamos dar total nos levantamentos que estão sendo feitos e se tiver algo do interesse histórico, São Paulo irá respeitar como sempre respeitou”, completou Rodrigo Garcia.

Willian Moreira para o Diário do Transporte

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