Tarifa do transporte coletivo sobe para R$ 5 em Foz do Iguaçu (PR) por causa do diesel

Foto: Christian Rizzi/PMFI.

Novo valor, com aumento de 18%, passa a vigorar a partir desta sexta-feira (1°)

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de Foz do Iguaçu, no Paraná, decidiu aumentar a tarifa do transporte coletivo após os sucessivos aumentos do preço do óleo diesel.

O comunicado foi feito nesta quarta-feira, 29 de junho de 2022.

O Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu – Foztrans informa que a tarifa está congelada há quase dois anos.

Os novos valores serão de R$ 5,00 e R$ 2,50 (para estudantes) já a partir desta sexta-feira (1º).

Segundo a Foztrans, além do diesel, a folha salarial dos trabalhadores também é um dos principais responsáveis pelo desequilíbrio do sistema de transporte no município.

O valor do diesel aumentou de 113,81% desde setembro de 2020, diz a prefeitura, ocasião do último reajuste que elevou passagem para R$ 4,10.

Já o impacto da folha de salários dos rodoviários foi de 23,54% neste período.

O reajuste se tornou necessário, segundo a Foztrans, “mesmo com o aporte mensal da prefeitura para operação do transporte coletivo urbano”.

A prefeitura de Foz assinou o contrato emergencial para operação do transporte coletivo em março deste ano. Após isso, o diesel aumentou 48,09%.

Somente em 2002, até o último dia 18 de junho, o aumento deste combustível – o principal insumo no cálculo das tarifas – somou  56,09%, enquanto a tarifa será reajustada em 18%”, diz a prefeitura.

O diretor superintendente do Foztrans, Licério Santos, explica o aumento de 18%:

“Faz-se necessário o reajuste da tarifa do transporte coletivo urbano, de forma justa, sem repassar todo o impacto acima demonstrado, para o valor de R$ 5,00 a passagem comum e R$ 2,50 a passagem estudante do estudante“, disse.

Ainda segundo Licério Santos, a maioria das médias e grandes cidades, mesmo com subsídios, reajustou as tarifas, como Curitiba (R$ 5,50 ainda em março), Ponta Grossa (R$ 5,50 em novembro de 2021) e Cascavel (R$ 4,50 em maio).

Londrina e Maringá reduziram o valor da tarifa, mas aumentaram os subsídios às empresas do transporte. Em Londrina, para uma redução de R$ 0,25 no valor da passagem, a prefeitura concedeu R$ 25,2 milhões em subsídios.

“A escalada do preço do diesel, que hoje está dolarizado, nos impõe esse grande desafio de propor uma tarifa justa, que não seja onerosa, e ainda oferecer um serviço de qualidade. Só para ter um exemplo, a Câmara dos Deputados deve votar um subsídio de R$ 5 bilhões aos idosos que usam o transporte coletivo em todo país. Em Foz, isso representa cerca de 30% dos usuários“, ressalta Licério Santos.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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