Descoberta de sítio arqueológico não provocará paralisação de obras da Linha 6, afirma Acciona

Entretanto entidades sociais, sindicato do metrô pedem a interrupção dos trabalhos

WILLIAN MOREIRA

As obras da futura estação 14 Bis da Linha 6-Laranja de metrô de São Paulo não serão interrompidas, segundo afirmou a empresa Acciona ao Diário do Transporte como resposta de questionamentos depois da descoberta de um sítio arqueológico no local.

A possibilidade de paralisar as obras surgiu nos últimos dias por grupos como o Afroturismo, plataforma de experiências turísticas voltada para negros, o Instituto Bixiga e Sindicato dos Metroviários, que alegam existir uma alta relevância arqueológica no local, pedindo sua preservação.

Para o próximo sábado, dia 02 de julho, está prevista uma manifestação em frente ao canteiro de obras, cobrando a preservação do patrimônio ali encontrado que se refere ao Quilombo do Saracura, conforme divulgado por um perfil criado recentemente em rede social.

A troca de nome da futura estação para Sararuca/Vai-Vai e não 14 Bis como foi inicialmente nomeada, é outra reivindicação destas entidades.

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Em nota ao Diário do Transporte, a Acciona afirmou que os trabalhos continuam, uma vez que os vestígios encontrados estão sendo preservados e estão sendo realizados trabalhos para a caracterização da descoberta.

Leia a nota a seguir na íntegra.

“Por meio da contratação de uma empresa especialista em arqueologia e com autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Linha Uni está trabalhando na caracterização da descoberta de um sítio arqueológico, ocorrida em abril deste ano, na área da futura Estação 14 Bis da Linha 6-Laranja de metrô, com o objetivo de colaborar com a preservação da herança cultural do País.

Os vestígios estão a aproximadamente três metros de profundidade e serão retirados, por meio de uma escavação arqueológica adequada, para pesquisa e análise dos materiais após a execução das paredes de contenção do local, necessárias como medida de segurança para os arqueólogos e para que a continuidade das obras mantenha a integridade do patrimônio cultural.

O local onde os vestígios foram encontrados segue preservado, não havendo a necessidade de interrupção das obras na futura estação.”

 

Willian Moreira em colaboração especial para o DIário do Transporte

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