Polícia Federal investiga possível ligação de Alexandre Kalil com empresários de ônibus de Belo Horizonte

Ex-prefeito teria beneficiado empresas em troca de pagamentos para campanhas políticas

WILLIAN MOREIRA

A Polícia Federal instaurou um inquérito neste mês de junho para apurar denuncia que acusa o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, de obter vantagens em troca de benefícios para empresários de ônibus da capital mineira.

De acordo com o MPE (Ministério Público Eleitoral), o ex-chefe de gabinete de Kalil, Alberto Lage, compareceu de maneira espontânea na Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo, do Ministério Público Estadual de Minas Gerais, no final de outubro de 2021, para prestar um depoimento.

Nesta ocasião, Lage disse que o ex-prefeito tinha iniciado seu mandato na prefeitura de Belo Horizonte com a promessa de combater uma suposta máfia no transporte público urbano, não cumprindo essa promessa. Além disso, que teria visto Adalclever Lopes transportando uma grande quantidade de dinheiro em espécie por duas vezes, sendo essa quantia entregue para pagamento de vídeos para vereadores da coligação política.

“o Sr. Alberto Lage relatou que empresários proprietários de concessionárias de transporte da capital mineira contribuíram (e continuam a contribuir), financeiramente, com as campanhas eleitorais do sr. Alexandre Kalil, atual Prefeito Municipal de Belo Horizonte, para os cargos de Prefeito (2021/2024) e de Governador do Estado de Minas Gerais (pré-campanha para o mandato 2023/2026), bem como do sr. Adalclever Lopes, Secretário Municipal de Governo, para o cargo de Deputado Estadual (pré-campanha para o mandato 2023/2026)”, cita parte do documento.

Portanto, isto representaria um benefício promovido a Alexandre Kalil na sua campanha para prefeitura onde foi vitorioso e na atual pré-campanha para governo do estado, com as empresas de ônibus em troca vantagens económicas, por exemplo, o adiantamento de R$ 218 milhões em subsídio durante a pandemia, ainda em 2020.

De acordo com a CNN, o procurador Glaydson Santo Soprani Messaria, ao tomar conhecimento do depoimento, encaminhou a documentação para a Procuradoria Regional Eleitoral no Estado de Minas Gerais. Para ele, são indicados “possíveis ilícitos” na relação entre a prefeitura e as empresas concessionárias nos últimos dois anos, com os empresários de ônibus obtendo acordos vantajosos aos seus interesses.

Em nota divulgada para a imprensa, Alexandre Kalil, disse que isto faz parte da época de campanha eleitoral, reforçando que o investiguem.

“Investiguem! Chegou a campanha eleitoral e corrupto é que tem medo de investigação de Ministério Público e Polícia Federal.”

Como mostrou o *Diário do Transporte*, em novembro do ano passado ao término da CPI (Comissão de Inquérito Parlamentar) para investigar a BHTrans, foi recomendado no relatório final, o indiciamento do então prefeito, Alexandre Kalil, nos crimes de peculato, prevaricação e codescendência criminosa.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2021/11/10/relatorio-final-de-cpi-da-bhtrans-pede-o-indiciamento-de-alexandre-kalil/

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. carlos souza disse:

    Poder Judiciário,assume logo o poder e elimina esse sistema criminoso e ilegal.Só pressão popular mesmo.VOTO NULOOOOOOOOOOOO!!!!!!!

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