ENTREVISTA – Greve de ônibus em São Paulo: Termina sem acordo audiência no TRT, paralisação é confirmada para esta terça (14))

Dissídio foi marcado para quarta-feira (15) e Justiça mantém determinação de frota mínima

ADAMO BAZANI

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A greve de ônibus em São Paulo, marcada para esta terça-feira, 14 de junho de 2022 foi confirmada pelo Sindmotoristas.

Na tarde desta segunda-feira (13), uma audiência no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) terminou sem acordo, mas o dissídio foi marcado para quarta-feira (15).

De acordo com o secretário-geral do Sindmotoristas, Francisco Xavier, em entrevista ao Diário do Transporte, a categoria não quer fazer greve por fazer, mas a paralisação foi decidida em assembleia e se não houver nenhuma contraproposta satisfatória, a decisão dos trabalhadores será respeitada.

Se ocorrer de fato a greve, a prefeitura de São Paulo vai suspender o rodízio de veículos tanto na parte da manhã como na tarde/noite.

Foi mantida a determinação judicial de 80% da frota nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 60% nas demais horas.

Numa terceira proposta neste dia 13 de junho de 2022, as empresas ofereceram os 12,47% de reajuste nos salários e tique- refeição pedidos pela categoria, só que a partir de outubro. Os trabalhadores querem a partir de maio, que é a data-base. Os motoristas e cobradores também insistem no PLR e 100% hora extra.

Na quinta-feira, 09 de junho de 2022, foi apresentada uma segunda proposta por parte das empresas de ônibus: 10% de reajuste salarial em parcela única em outubro.

A primeira proposta era de reajuste de 10% de reajuste e somente sobre os salários: 4% agora, 4% em setembro de 2% no fim do ano, que também não agradou a categoria.

Os motoristas chegaram a uma paralisação foi anunciada para esta segunda-feira (06), mas foi suspensa após uma audiência no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para continuar as negociações.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/06/03/greve-de-onibus-em-sao-paulo-prevista-para-o-dia-06-de-junho-e-suspensa-por-retomada-de-negociacoes/

As reivindicações iniciais da categoria foram:

– Reajuste Salarial de 12,47%, mais aumento real;

– Vale Refeição de R$ 33,00 (unitário);

– Equiparação de todos os benefícios para os trabalhadores e trabalhadoras das empresas do sistema complementar (empresas novas);

– Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) de R$ 2.500,00;

– Fim das escalas com uma hora para refeição sem remuneração;

– Reajustes nos valores dos benefícios: Auxílio Funeral, Seguro de Vida, – Convênio Médico e Odontológico etc;

– Adequação das nomenclaturas do Plano de Carreira do Setor de Manutenção, equiparação salarial e promoção para funcionários e funcionárias Fora de Função.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Maria Cristina Souza@gmail.com disse:

    Tem ônibus prós trabalhadores ir e vim amanha em São Paulo

  2. Carlos disse:

    Estamos no tempo das cavernas. Greve tendo o usuário como massa de manobra e coisa antiga. Acho que quem não está satisfeito e se julga prejudicado, vai fazer outra coisa da vida. Já muitos ônibus nem cobrador tem….coisa mais desnecessária. Isso tudo devido estes excessos liderado por estes sindicatos que em nada ajuda. Boa hora pras empresas rever seu quadro de funcionários e fazer uma limpa no que não presta.

  3. Josezinho disse:

    Assim fica fácil demais!! 33 VR? Orra… quero ser motorista também!!! VAI TRABALHAR BANDO DE VAGABUNDO! Tá infeliz, procura outro emprego!!

  4. Fabíola disse:

    Quando for no médico ele vão gostar de ouvir estamos em greve, passou mal ele ou família e o motorista de ambulância tô de greve o da farmácia o da sabesp da enel o supermercado né cambada de petista safado

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