Paralisação dos trabalhadores do Grupo Progresso na Grande Aracaju continua nesta sexta (3)

Foto: Jonathan Silva/Ônibus Brasil

Rodoviários recusaram a proposta patronal de um reajuste em 20% nos salários.

WILLIAN MOREIRA

A greve dos funcionários de três empresas que compõem o Grupo Progresso continua nesta sexta-feira, 3 de junho de 2022, afetando o atendimento do transporte público na Grande Aracajú no segundo dia de paralisação.

A categoria pede o pagamento total do salário de abril. Conforme informado à mídia local, a empresa ofereceu o pagamento da metade nesta sexta-feira, mais 20% na próxima segunda. A proposta não foi aceita.

Um total de 42 linhas atendidas com 126 ônibus estão paradas, mas a Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) já solicitou às demais empresas um auxílio com reforço na frota para atender a demanda de passageiros.

As empresas Tropical, Progresso e Paraíso, enfrentam dificuldades financeiras para cumprir as despesas com os salários dos trabalhadores, compra de combustíveis e manutenção da frota, segundo afirmou Miguel Belarmino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sintrra), para a mídia local.

Em nota, o Setransp (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros) informou que busca um acordo com a categoria. Veja a nota:

“Funcionários questionaram atrasos nos salários, todavia o setor já vem lidando com sérios percalços para se restabelecer. Algumas medidas recém anunciadas pela Prefeitura de Aracaju estão ajudando bastante a amenizar a situação que se agravou em especial na pandemia com acúmulos de débitos com fornecedores somado aos aumentos dos custos do serviço. Porém não resolve o drástico impacto do aumento de custos e queda de receita.

A Prefeitura liberou R$ 4,8 milhões de aporte (cerca de 1/3 desse valor para cada grupo de empresas operadoras) de um montante de R$ 9 milhões, referente a antecipação de vale transporte e pagamento de parte das gratuidades, e o restante será repassado em parcelas já nos próximos meses.

Contudo, essa medida, embora seja de grande valia, não resolve em totalidade o desequilíbrio econômico vivido pelo setor. É preciso que as autoridades públicas se somem a esse serviço que é essencial à população com outras providências, como por exemplo, a redução do ICMS do diesel que representa 18% do preço do combustível. Um insumo que no ano passado chegou a subir 80% e este ano já cresceu mais de 40%.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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