Rodoviários da Grande Aracaju decidem manter greve de ônibus

Setransp informou que tenta um acordo com a categoria. Foto: Divulgação.

Paralisação teve início nesta quinta (02)

JESSICA MARQUES

Os rodoviários da Grande Aracaju decidiram manter a greve de ônibus após reunião na tarde desta quinta-feira, 02 de junho de 2022. A paralisação teve início nesta manhã.

A decisão foi tomada após um encontro com representantes do Grupo Progresso.

De acordo com o presidente do Sintra (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Aracaju), Miguel Belarmino, a categoria pede o pagamento total do salário de abril.

Conforme informado à mídia local, a empresa ofereceu o pagamento da metade nesta sexta-feira, mais 20% na próxima segunda. A proposta não foi aceita.

Com isso, a SMTT (Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito) pediu ônibus extras para as demais empresas do sistema.

ACORDO

Em nota, o Setransp (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros) informou que tenta um acordo com a categoria. Confira a nota:

“Funcionários questionaram atrasos nos salários, todavia o setor já vem lidando com sérios percalços para se restabelecer. Algumas medidas recém anunciadas pela Prefeitura de Aracaju estão ajudando bastante a amenizar a situação que se agravou em especial na pandemia com acúmulos de débitos com fornecedores somado aos aumentos dos custos do serviço. Porém não resolve o drástico impacto do aumento de custos e queda de receita.

A Prefeitura liberou R$ 4,8 milhões de aporte (cerca de 1/3 desse valor para cada grupo de empresas operadoras) de um montante de R$ 9 milhões, referente a antecipação de vale transporte e pagamento de parte das gratuidades, e o restante será repassado em parcelas já nos próximos meses.

Contudo, essa medida, embora seja de grande valia, não resolve em totalidade o desequilíbrio econômico vivido pelo setor. É preciso que as autoridades públicas se somem a esse serviço que é essencial à população com outras providências, como por exemplo, a redução do ICMS do diesel que representa 18% do preço do combustível. Um insumo que no ano passado chegou a subir 80% e este ano já cresceu mais de 40%.”

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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