Metrô de São Paulo fará obras de modernização no Centro de Controle Operacional

Localizado na Rua Vergueiro, 1200, o edifício do Metrô que abriga o CCO foi projetado pelos arquitetos Plinio Croce, Roberto Aflalo e Giancarlo Gasperini. Foto: Divulgação.

Projeto foi batizado de CCOx e terá como objetivo melhorar experiência dos passageiros e funcionários

JESSICA MARQUES

O Metrô de São Paulo informou que vai iniciar a modernização de CCO (Centro de Controle Operacional).

A estrutura é responsável pelo funcionamento dos trens das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, além do controle integrado das estações, da segurança e dos sistemas elétricos.

Segundo o Metrô, o contrato com o Consórcio ARC-DC-SP foi assinado e publicado na sexta-feira, 20 de maio de 2022.

De acordo com o documento, a empresa tem o prazo de dois anos para implementar, testar e comissionar a nova infraestrutura do CCO.

A implantação do projeto vai começar pelo Design Review no início do segundo semestre deste ano, seguindo pela execução da reforma.

PROJETO

O projeto foi batizado pelo Metrô de CCOx. O nome foi escolhido pelo fato de o projeto prever uma infraestrutura de nova geração ao espaço, que será modular, permitindo mudanças e adequações a cenários futuros, como ampliação de linhas, monitoramento e centralização do controle de equipamentos de estações.

Segundo o Metrô, os processos serão feitos “de forma mais fácil e ágil, sempre considerando a melhora da experiência dos passageiros e funcionários – Customer eXperience e Employee eXperience”.

Um dos destaques da modernização será o novo “videowall”, composto por 90 monitores de 55 polegadas cada, interligados, onde serão exibidos a movimentação dos trens das linhas 1, 2 e 3, situação dos sistemas elétrico e das vias dos pátios de estacionamento e manutenção.

Além disso, o painel também vai abrigar as imagens do circuito interno de câmera das estações para o CCS (Centro de Controle da Segurança). Apenas o controle dos trens da Linha 15-Prata não estará nesta sala, pois o ramal tem um centro de controle próprio, ficando o monitoramento remoto no CCO.

Todos os equipamentos serão alimentados por um novo data center que será implementado com mais capacidade de processamento de dados e novos softwares para a interface com os sistemas de sinalização e controle de trens.

“A modernização do parque computacional vai ampliar a confiabilidade do sistema e reduzir o consumo de energia, além de padronizar os equipamentos, diminuindo custos com estoque de peças e treinamentos”, informou o Metrô, em nota.

“A reformulação começará com a montagem de uma sala provisória no edifício do CCO, que vai abrigar o monitoramento das linhas do Metrô, enquanto uma reforma profunda acontece na atual sala de controle. Serão trocados piso, forro, iluminação, ar-condicionado central e sua central, bem como todo o sistema elétrico. Além dos ganhos operacionais, essa reforma vai trazer mais conforto aos colaboradores que atuam no local”, detalhou também.

ESTRUTURA

O espaço do CCO também terá novas salas de reuniões, de estratégia, apoio técnico, de convivência e o famoso “Aquário de Visitação” desmembrado, que é uma sala com paredes de vidros e vista panorâmica a todo o espaço de monitoramento.

Na configuração atual, essa sala de vidro abriga também os espaços de reunião, estratégia e apoio técnico.

Localizado na Rua Vergueiro, 1200, o edifício do Metrô que abriga o CCO foi projetado pelos arquitetos Plinio Croce, Roberto Aflalo e Giancarlo Gasperini e pode ser visto pela Avenida 23 de Maio ao lado do Centro Cultural Vergueiro, tornando-se uma paisagem conhecida da capital por sua composição estrutural que mistura concreto com vidros espelhados na cor bronze, considerado uma novidade à época de sua construção, em 1972.

O espaço do CCO até hoje é chamado pelos metroviários de “Sala Negra”, devido à cor original dos pisos, paredes e painéis existentes nesta sala que eram pretos.

Segundo o Metrô, na época, essa cor foi adotada com uma iluminação de baixa intensidade, destacando os painéis de multimídia, retro iluminados, utilizados para a monitoração do sistema.

A sala que recebeu a última reformulação em 1999, com uma cor pastel.

O prédio do CCO foi inaugurado em 1975 e desde então a “Sala Negra” nunca ficou vazia.

Segundo a companhia, nem mesmo nos quatro “black-outs” enfrentados por São Paulo em 1984, 1985, 1999 e 2002.

“Em situações emergenciais, para manter a normalidade no transporte público, o CCO pode contatar imediatamente a CPTM, a CET, a SPTrans, a Polícia Militar, a Eletropaulo, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros”.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Lembro, em 1975 eu era office-boy. hj avô dos motoboys…kkkkkkk Vi nascer Centro Cultural tambem ali,,,,e mais abaixo a falência e abandono da fábrica de chocolates da SONKSEN…

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