Rodoviários da Praiamar em Caraguatatuba (SP) podem entrar em greve nesta sexta (20)

Se ocorrer, a paralisação será por falta de possibilidade de acordo e negociação com a categoria no mês do dissídio. Foto: Rafael Wan Der Maas/Ônibus Brasil.

Entidade sindical que representa os trabalhadores da empresa quer aumento real dos salários

ALEXANDRE PELEGI

Caraguatuba (SP) pode amanhecer sem ônibus do transporte coletivo na próxima sexta-feira, 20 de maio de 2022.

O Sindicato que representa os motoristas e trabalhadores nas empresas de transporte (STTRUCA) formalizou a ameaça por meio de ofício à direção da Praiamar, empresa que presta os serviços de ônibus na cidade do litoral paulista.

A informação é do site Radar Litoral.

O ofício, assinado pelo presidente do sindicato dos motoristas, Francisco Israel, foi entregue à empresa na segunda-feira (16).

A paralisação, se ocorrer, será por falta de possibilidade de acordo e negociação com a categoria no mês do dissídio.

Na pauta de reivindicações está a correção pela variação do INPC/IBGE no período de maio de 2021 a abril de 2022. Isso corresponde a um percentual de 12,47% e mais 26,58% de aumento real.

No ofício entregue à Praiamar pela entidade sindical que representa os trabalhadores da empresa, é explicado que o aumento real “visa resolver a situação precária dos motoristas do transporte urbano de Caraguatatuba, que têm o menor piso salarial pago a um motorista profissional”.

A pauta de reivindicações inclui outros 18 itens, como hora extra, vale refeição/vale alimentação e participação nos lucros.

Ainda segundo o Radar Litoral, o presidente do sindicato, Francisco Israel, afirmou que a categoria busca pelo menos a reposição da inflação. A empresa, no entanto, teria afirmado que não vai abrir negociação.

A Prefeitura está abrindo novo processo licitatório e queremos pelo menos a inflação, para que os trabalhadores não fiquem no prejuízo e essa negociação não tenha que ficar com uma nova empresa”, afirmou o sindicalista ao portal Radar Litoral.

A Praiamar alega que não tem condições de conceder qualquer reajuste. Primeiro por causa dos insumos, como o diesel, que impactaram fortemente nos custos da empresa. E depois porque o contrato atual se encerra no próximo mês, o que motivou a prefeitura a dar início a um novo processo licitatório.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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