Empresa de ônibus de Petrópolis (RJ) apresenta proposta de renovação de frota à CPTrans

Operadora realiza o atendimento nas regiões do Roseiral, Carangola, Retiro, Quarteirão Brasileiro e Estrada da Saudade. Foto: Divulgação.

Cascatinha estima investir pelo menos R$ 2,3 milhões em novos ônibus

JESSICA MARQUES

A diretoria da empresa de ônibus Cascatinha, de Petrópolis (RJ) apresentou uma proposta de renovação de frota à CPTrans (Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes).

Em nota, a empresa informa que estima investir pelo menos R$ 2,3 milhões em novos ônibus.

A proposta foi apresentada na última quarta-feira, 04 de maio de 2022, conforme informado nesta segunda (09) pela empresa.

Com isso, a intenção é de chegar a 45% de toda a frota renovada.

Atualmente, a operadora realiza o atendimento nas regiões do Roseiral, Carangola, Retiro, Quarteirão Brasileiro e Estrada da Saudade, com 25 linhas de ônibus.

Recentemente, a empresa também anunciou vagas de emprego.

Relembre:

Empresa de ônibus Cascatinha abre vagas de emprego em Petrópolis (RJ)

PLANEJAMENTO DE RENOVAÇÃO DE FROTA

Antes da pandemia de covid-19, a empresa comprou oito veículos zero-quilômetro, com investimento de aproximadamente R$ 4 milhões.

Segundo a empresa, o planejamento de renovação de frota foi interrompido pela pandemia.

Confira o relato da empresa sobre as dificuldades enfrentadas:

Mesmo buscando equilíbrio na prestação de serviços com prejuízos milionários, a empresa voltou a investir na renovação da frota no ano passado, com a chegada de mais dois ônibus novos, investimento em torno de R$ 1 milhão. No início deste ano, por mais uma vez, o projeto foi interrompido com duas catástrofes naturais que atingiram a garagem da empresa, resultando em mais perdas.

Somente com a chuva e o alagamento da garagem, a Cascatinha contabilizou a perda de R$ 300 mil em peças de almoxarifado, estoque de óleo diesel, entre outros itens, além de 11 ônibus submersos. O prejuízo foi ainda agravado com a perda na demanda de passageiros, já que a empresa ficou sem condições de operação por vários dias, registrando déficit de R$ 570 mil nos períodos das duas catástrofes naturais e paralisação dos rodoviários.

Com tamanha degradação, a operadora segue operando em todas as regiões, inclusive, nas localidades que ainda não possuem condições viárias adequadas, ampliando o desgaste à frota, resultando em quebras e problemas mecânicos aos veículos – mesmo diante de todas as ações preventivas adotadas pela empresa.

A Cascatinha também está com dificuldades no cumprimento dos horários, em razão da falta de mobilidade urbana, principalmente nas áreas do entorno do Centro Histórico, ficando por vários minutos com os ônibus presos nos engarrafamentos, ocasionando atrasos e perdas de viagens. A operadora segue buscando condições e alternativas para superar o momento de crise para proporcionar, o quanto antes, mais eficiência e qualidade aos passageiros.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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