Socicam usa inteligência artificial em terminais e estações do BRT da Região Metropolitana do Recife

Locais são administrados pela Nova Mobi Pernambuco. Foto: Divulgação.

Projeto é chamado de ‘Core – Inteligência Integrada’ e será implantado também nos 11 aeroportos do Bloco Noroeste do Estado de São Paulo

JESSICA MARQUES

A Socicam, que atua no setor de infraestrutura de mobilidade no Brasil, informou que vai utilizar inteligência artificial e Machine Learning em terminais e estações do BRT da Região Metropolitana do Recife.

O projeto é chamado de Core – Inteligência Integrada e será implantado também nos 11 aeroportos do Bloco Noroeste do Estado de São Paulo.

“O produto, que está sendo tratado como a nova geração dos Centros de Controle Operacionais dos terminais, foi pensado em linha com as modernas discussões sobre Smart Cities – Cidades Inteligentes – que têm se concentrado em aplicar tecnologias avançadas para dar conta de soluções customizadas aos atuais problemas de mobilidade, segurança e ocupação do espaço urbano”, informou a Socicam, em nota.

Na prática, o início do projeto será nos 26 terminais integrados urbanos e 44 estações de BRT na região metropolitana do Recife administrados pela Nova Mobi Pernambuco, assim como os 11 aeroportos do Bloco Noroeste do Estado de São Paulo, sob gestão do ASP (consórcio Aeroportos Paulista).

A empresa informa que os estudos avançados já estão em andamento para avaliar a implantação também nos terminais urbanos da cidade de São Paulo de responsabilidade da SP Terminais Noroeste.

No Brasil, atualmente, a Socicam administra 102 terminais rodoviários e urbanos, 24 aeroportos e quatro terminais marítimos.

TECNOLOGIAS UTILIZADAS

Combinando tecnologias avançadas como Inteligência Artificial, Machine Learning e Internet das Coisas (IoT), o Socicam Lab, laboratório de inovação da empresa, desenvolveu o CORE.

Segundo a Socicam, o projeto pode ser definido como um “núcleo de inteligência integrada de diversos terminais e equipamentos de embarque e desembarque”. Na prática, os conhecidos Centros de Controle Operacionais estão mudando para se tornarem mais estratégicos e mais eficientes na gestão dos dados.

“No cenário internacional, temos observado o uso extensivo de aplicações tecnológicas inteligentes nas cidades e que estão capacitando os gestores para tomarem decisões que melhorem a vida dos cidadãos. Com o nosso propósito de melhorar a vida das pessoas enraizado em nossas mentes, estamos entusiasmados em aprimorar a jornada de viagem de nossos clientes, usando tecnologias inteligentes e inovadoras para tornar nossos terminais mais eficientes, sustentáveis e seguros. O CORE é o exemplo mais recente desse esforço de inovação”, explica o diretor de Novos Negócios e Inovação da Socicam, Wanderley Galhiego.

Nesse novo modelo, a partir das soluções de vídeo conectadas, os gestores e operadores poderão acompanhar os eventos e seus avisos à medida que a operação acontece, entender os movimentos e demandas em diferentes áreas dos terminais e responder rapidamente às emergências ou eventos, sem que tenham a necessidade de visualizar as imagens em tempo integral de todas as câmeras dos terminais.

Por meio da aplicação do vídeo analítico de autoaprendizagem, somente os eventos que merecem atenção são apresentados aos operadores, pois a tecnologia do algoritmo mantém a atenção constante de forma automática e sinaliza apenas os movimentos que merecem atenção.

Alguns dos diferenciais do CORE incluem a utilização do recurso de autoaprendizagem da máquina para a identificação de movimentos inesperados nas cenas, a sinalização de comportamentos fora do padrão, a detecção de intrusão ou invasão e, com o auxílio de sensores específicos, o monitoramento da qualidade do ar, que inclui umidade e níveis de CO2, e a detecção de ruídos anormais como os disparos de armas de fogo.

Para a Socicam, essa solução “aporta mais eficiência operacional, pois o acesso aos dados agregados em tempo real representa a redução do tempo gasto pelos operadores analisando múltiplas fontes de dados, o que por sua vez diminui o tempo de resposta. Isso significa que, em caso de emergência, o sistema pode automaticamente alertar os operadores para que eles possam tomar as medidas de correção rapidamente, garantindo que nada seja negligenciado”.

FUNCIONAMENTO DO CORE

Como o CORE foi pensado para ser o núcleo de inteligência, ele expande as atividades normalmente atribuídas aos Centros de Controle e contempla a gestão de todos os sistemas implantados nos terminais, como os sistemas de conectividade via Wi-Fi, os sistemas de informação aos passageiros e até mesmo os sistemas das usinas fotovoltaica de geração de energia solar.

Assim, os dados de vídeo, juntamente com os de sensores, de conectividade e o status de funcionamento dos sistemas de informação e de geração de energia podem ser exibidos nos video walls. “Pensando na eficiência operacional, propomos uma abordagem mais progressiva e sistêmica sobre como operamos e gerenciamos nossos serviços. A partir desse modelo podemos escalar uma série de dispositivos que atuando de forma integrada e sinérgica irão atender as crescentes necessidades de nossos negócios”, explica o gerente de Inovação da Socicam, Danilo Paulo;

De acordo com a empresa, esse novo modelo “converge todos os fluxos de dados e as diferentes tecnologias aportadas no terminal para um único espaço, otimizando recursos e potencializando a tomada de decisão”.

Portanto, no centro de todas as informações que vêm dos diversos dispositivos tecnológicos, está o CORE, analisando dados, orientando as respostas às ocorrências e fornecendo insights necessários para agilizar as operações e descobrir oportunidades de melhoria estratégica.

“Estamos formando um ecossistema de tecnologias que integradas nos ajuda a extrair mais valor da vasta quantidade de dados. Com as modernas soluções do CORE, estamos convencidos de que a consciência situacional dos terminais, as investigações e a gestão operacional se tornarão cada vez mais inteligentes”, detalha o diretor de Novos Negócios e Inovação da Socicam, Wanderley Galhiego.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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