Empresas do transporte coletivo de Petrópolis (RJ) vendem 35 ônibus

Setranspetro informa que não houve prejuízo à operação. Foto: Divulgação / Arquivo.

Venda foi autorizada pela CPTrans e veículos fazem parte da reserva

JESSICA MARQUES

Em meio à crise do setor, as empresas do transporte coletivo de Petrópolis (RJ) venderam 35 ônibus. Segundo o Setranspetro, sindicato que representa as viações, os veículos fazem parte da frota reserva.

As empresas informam ainda que a venda foi autorizada pela CPTrans (Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes).

“O Setranspetro informa que a venda dos ônibus foi um procedimento autorizado pela CPTrans a todas as empresas. Os veículos vendidos faziam parte da reserva que já não estava mais em operação na cidade. Sendo assim, o Setranspetro esclarece que as empresas mantêm a reserva operacional nas garagens permanece a mesma, sem qualquer prejuízo à operação”, informou o sindicato, em nota ao Diário do Transporte.

Segundo o Setranspetro, a venda foi permitida, após o reconhecimento do órgão público gestor, de que a demanda de passageiros em Petrópolis não retomaria o patamar anterior à crise provocada pela pandemia. Inclusive, as empresas mencionam que, após pouco mais de dois anos do surgimento da pandemia, a demanda de passageiros em Petrópolis está em 73,7%.

“Ou seja, mais de 26% dos passageiros ainda não voltaram a utilizar o transporte público, diante das mudanças sociais provocadas pela pandemia, como os trabalhos por home office.”

Para justificar a medida, o Setranspetro também menciona o aumento no preço dos insumos que envolvem a operação do transporte coletivo.

“Em razão da profunda crise econômica e financeira que atingiu as empresas de ônibus no município, as operadoras investiram o dinheiro da venda dos veículos para manter a operação dos ônibus, com a compra de óleo diesel, peças, pneus e pagamento dos rodoviários”, informa.

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“O Setranspetro reforça que todas as empresas possuem ônibus reserva em suas respectivas garagens e ressalta que as operadoras seguem atentas e preparadas para qualquer eventual reforço, em caso de necessidade real e técnica. Inclusive, nenhuma região deixou de ser atendida, com a grande maioria das linhas já operando com 100% da frota. As demais seguem circulando com média de 84,6% da frota, principalmente, pela baixa demanda de passageiros e também as obstruções e interdições viárias”, finaliza o sindicato.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. carlos souza disse:

    Crise ética,moral,de credibilidade e,principalemente,de legalidade global,universal e generalizada.Ou seja,esse universo é criminoso,ilegal e não tem nem nunca teve nem terá legalidade NENHUMÍSSIMA.É tudo desse sistema criminoso e ilegal.Só crimes,mentiras e farsas.

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