Empresas de ônibus de Petrópolis (RJ) apontam consequências de alta acumulada de 73% no preço do diesel

Para o sindicato, o valor da tarifa está defasado. Foto: Divulgação / Setranspetro.

De acordo com o sindicato dos empresários, nos últimos quatro meses o combustível subiu R$ 0,80

WILLIAN MOREIRA

O Setranspetro (Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Petrópolis) divulgou os impactos atualizados do aumento do preço do diesel nas operações do serviço no município.

Segundo o sindicato, o preço pago pelo litro é R$ 5,65, um acumulado de 73,3% em relação ao preço pago na planilha tarifária de agosto de 2019, responsável pela definição da tarifa em R$ 4,40

As empresas apontam que são dois anos e oito meses sem o reajuste da tarifa, mas com o preço do diesel aumentando, subindo R$ 0,80 no período entre janeiro e abril de 2022.

Para o Setranspetro, é necessária uma adoção de políticas públicas com vista ao aumento do combustível que impacta diretamente nos custos operacionais, uma vez que corresponde a 30% de todas as despesas.

Os cálculos da entidade apontam que as empresas de ônibus Cidade Real, Petro Ita, Cidade das Hortênsias, Cascatinha e Turp Transporte consomem, mensalmente, cerca de 675 mil litros de óleo diesel para manter os ônibus circulando.

Para parâmetro financeiro, em agosto de 2019 esta quantidade de combustível totalizava R$ 2,2 milhões e atualmente se paga R$ 3,8 milhões, um pouco menos que o dobro.

“O diesel é um insumo essencial para a prestação do serviço por ônibus. Em razão dos aumentos consecutivos no país, a crise do sistema de transporte público está cada vez mais grave. Por isso, as empresas de ônibus, através de suas entidades representativas, apelam aos governos federal, estadual e à própria direção da Petrobras, para que sejam adotadas políticas públicas de preço, que possam equilibrar e solucionar esta equação, que eleva a inflação e prejudica os mais variados setores da economia”, disse a gerente do Setranspetro, Carla Rivetti, em nota divulgada para a imprensa.

O sindicato afirma que a situação causa uma grave crise econômica e financeira para as operadoras do transporte, agravada com a pandemia que reduziu o número de passageiros, aliada ao desastre deste ano gerado pelas fortes chuvas do verão, provocando uma degradação do sistema.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

Deixe uma resposta