São Roque (SP) habilita Jundiá e São João em licitação do transporte coletivo

Empresa do grupo São João opera em cidades próximas a São Roque, como Votorantim. Foto: George André Savy/Ônibus Brasil

Certame realizado em 19 de abril de 2022 teve participação de cinco empresas, três delas inabilitadas por descumprir itens do edital

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de São Roque, cidade do interior de São Paulo, publicou no Diário Oficial deste sábado, 30 de abril de 2002, o julgamento da sessão de habilitação da concorrência realizada para a concessão do transporte coletivo municipal.

Cinco empresas apresentaram propostas no certame, que ocorreu no dia 19 de abril de 2022, mas somente duas foram habilitadas para prosseguir à próxima fase do processo licitatório: a Jundiá Transportadora, que opera atualmente na cidade em caráter emergencial, e a São João Fretamento e Turismo, do grupo São João, empresa de Sorocaba que opera o transporte coletivo em cidades da região.

Por não atenderem a itens do edital, foram inabilitadas após análise dos documentos pela Comissão Permanente de Licitações, as empresas CAF Transportes Eireli, Três Irmãos Ltda, e Viação Paraty Ltda, da região de Araraquara.

A comissão licitante concedeu prazo de cinco dias úteis para interposições de recurso.


CONTRATO EMERGENCIAL

A empresa Jundiá Transportadora Turística Ltda opera no sistema de ônibus da cidade de forma emergencial no lugar da empresa Mirage. Como noticiou o Diário do Transporte, a prefeitura anunciou em 11 de fevereiro de 2021 a nulidade e rescisão do contrato de prestação do transporte coletivo municipal operado pela empresa Mirage Transportes.

No dia 15 de setembro de 2021 a prefeitura publicou nova contratação emergencial da Jundiá, por dispensa de licitação, para que a empresa continuasse o atendimento do serviço de transporte público municipal. O contrato foi assinado no dia 31 de julho daquele ano no valor de R$ 8.262.509,34.

LICITAÇÃO

A prefeitura já realizou audiência pública sobre o tema, para colher informações da comunidade sobre o futuro sistema, no dia 05 de janeiro de 2022. Relembre:

Nessa audiência pública, a prefeitura apresentou os parâmetros que orientarão o edital do certame, e que deverão ser obedecidos pela empresa que assumir a concessão dos serviços.

De acordo com a prefeitura, a vencedora da licitação deve possuir 23 veículos na cidade (21 em operação e dois reservas), todos com três portas, suspensão a ar, e idade máxima de dois anos de uso no início da operação.

Dentre os planos apresentados, estavam previstos para o futuro a ampliação da frota, além da reforma da atual rodoviária, a construção de terminais de transbordo no Largo dos Mendes e na Praça da República.

Há previsão ainda de se construir uma nova rodoviária fora da área central, transformando o espaço atual num terminal urbano e metropolitano.

MODELAGEM

A prefeitura de São Roque, interior de São Paulo, publicou no Diário Oficial do Estado do dia 22 de fevereiro de 2022, um novo aditamento ao contrato firmado com a empresa Cegeplan para elaboração do projeto para concessão dos serviços do Sistema de Transporte Coletivo do município.

Como mostrou o Diário do Transporte, em agosto de 2021 a prefeitura contratou a empresa por R$ 40,2 mil para realizar o projeto em quatro meses. Com a expiração do prazo, em 21 dezembro a prefeitura voltou a estender o contrato por mais dois meses. Como o prazo expirou novamente, o Município assinou no dia 08 de fevereiro deste ano o segundo aditamento, agora com prazo de 180 dias.



Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. vagligeiro disse:

    Sinceramente gostaria que a Jundiá continuasse. Noto que ela tem uma operação até que Ok (não moro em São Roque, mas eventualmente visito a cidade). A São João teve problemas em Votorantim, então é um ponto a menos.

    A ideia de um novo terminal rodoviário é interessante se a cidade tivesse operações rodoviárias continuas, o que não precede. Apenas atualmente a Cometa faz as operações de longa distância, para São Paulo e Sorocaba respectivamente. Neste caso não há problemas que a operação seja no terminal atual. E a implantação de um terminal de transbordo no Largo dos Mendes é até interessante, mas lembrando que o próprio largo não é distante da rodoviária (5 minutos de caminhada).

    Creio que já falei em outro comentário, mas neste caso fica o pensamento de idealizar uma rodoviária em conjunto com a cidade de Alumínio. Talvez fazer uma parceria com algum posto de conveniência já na Rod. Castelo Branco poderia ser uma boa consideração. Alumínio e São Roque são cidades com baixa densidade habitacional. E São Roque falhou quando recusou as operações de um expresso turístico da CPTM (falhando mais ainda na implementação de um serviço turístico próprio).

  2. Janaina dias da silva disse:

    Acho que empresa deve continuar na cidade …
    E tbm acho que podia aumentar a frota de ônibus que pudesse entrar nas vilas pq eu mora na campinha de baixo aqui depois da fazenda Angolana e não tem nem um ônibus que passa por aqui ,então preciso ir andando até a avenida para pega o ônibus .

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