Diesel tem alta de 13,11% na primeira quinzena de abril de 2022 e inflação dos transportes é o dobro da inflação geral

Diversas cidades já aumentaram tarifas e mesmo assim, custos podem superar arrecadação com passagens

IPCA-15 foi puxado pelo setor de Transportes por causa da alta dos preços dos combustíveis; é a maior inflação para uma quinzena de abril desde 1995; A inflação de transportes foi de 3,43%, enquanto a inflação geral foi de 1,73%

ADAMO BAZANI

O óleo diesel, principal fonte de tração de ônibus e caminhões no Brasil, teve alta de 13,11% nos preços na primeira quinzena de abril de 2022, na média de todo o País

O dado é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e faz parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quarta-feira, 27 de abril de 2022.

O IPCA-15 como um todo foi de foi de 1,73%, ficando 0,78 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de março (0,95%).

Segundo o IBGE, foi a maior variação mensal do indicador desde fevereiro de 2003 (2,19%) e a maior variação para um mês de abril desde 1995, quando o índice foi de 1,95%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,31% e, em 12 meses, de 12,03%, acima dos 10,79% registrados nos 12 meses anteriores. Em abril de 2021, a taxa foi de 0,60%.

Na primeira quinzena de abril de 2022, a gasolina teve alta de 7,51% e contribuiu com o maior impacto individual no índice do mês (0,48 p.p.).

A inflação dos Transportes foi de 3,43%. Foi o maior índice entre todos os itens.

O IBGE informou que ainda em Transportes, a alta nos táxis (4,36%) decorre dos reajustes de 41,51% em São Paulo (17,77%), vigente desde 2 de abril, e de 14,10% em Fortaleza (1,02%), a partir de 12 de abril. No Rio de Janeiro, o preço da passagem de metrô subiu 12,07% no dia 2 de abril, resultando em uma alta de 5,17% na área e de 1,66% no agregado nacional do subitem. Também houve reajustes nas passagens de ônibus urbano (0,75%) em Curitiba (10,44%), com reajuste de 22,23%, válido desde 1º de março; Belém (6,67%) com alta de 11,11%, a partir de 28 de março; e Recife (0,24%) reajuste de 9,33%, em vigor desde 13 de fevereiro.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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