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Greve de ônibus em Teresina completa 16 dias; não houve acordo entre empresas e trabalhadores

Também não houve acordo entre viações e prefeituras sobre repasse referente ao aumento do óleo diesel

ADAMO BAZANI

Entrou no 16º dia, nesta sexta-feira, 08 de abril de 2022, a greve de ônibus em Teresina e os impasses continuam.

Não houve acordo de nenhum dos lados ainda, entre empresas e funcionários sobre as reivindicações trabalhistas e entre empresas e prefeitura sobre um repasse para equilibrar financeiramente o sistema diante dos aumentos de custos como óleo diesel.

A paralisação começou em 21 de março de 2022.

Os profissionais pedem 10,98% de reajuste salarial, a volta do pagamento do tíquete alimentação e plano de saúde, além do cumprimento da data base da categoria.

Já as empresas dizem que apenas com a cobertura do óleo diesel e com a correção pela a inflação nos salários, precisaria de um repasse por parte da prefeitura, no montante de R$ 1,25 milhão por mês.

A prefeitura, no dia 07 de abril de 2022, fez uma proposta de R$ 800 mil por mês. As viações alegam que este valor suficiente para cobrir o custo do diesel somente, mas não os pedidos dos trabalhadores.

Veja a nota na íntegra:

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) informa que no início da greve, em reunião com a Strans, acordaram valores para cobertura do reajuste óleo diesel ( R$ 625 mil por mês) + o repasse das gratuidades ( R$1,8 milhão por mês ).

Esse total foi discutido com o superintendente, que concordou, mas disse que levaria para o Prefeito a fim de receber autorização, inclusive das Finanças, para dar sequência nas tratativas.

Infelizmente, o retorno da Prefeitura foi de uma proposta de apenas R$ 800 mil por mês, valor suficiente apenas para cobrir o custo do diesel.

Dessa forma, os consórcios ficaram sem opção, rejeitaram tal proposta.

O Setut tem mantido, continuamente, um diálogo com os motoristas e com o TRT, e atualmente, para a manutenção do sistema, APENAS COM A COBERTURA DO ÓLEO DIESEL E DO REPASSE DA INFLAÇÃO NOS SALÁRIOS, precisaria do repasse mensal por parte da prefeitura, no montante de R$ 1,25 milhões por mês.

Esse valor não inclui as demais verbas que a gestão municipal tem que repassar mensalmente, por obrigação contratual, para os consórcios, ficando este, para uma outra negociação.

Mais uma vez e, infelizmente, a Prefeitura deu retorno no dia 07/4/22 e disse que não tem como aumentar o valor de R$ 800 mil para R$1,25 milhões, fazendo dessa forma, que as negociações voltem para a estaca zero.

O Setut ressalta que os atuais R$ 1,2 milhões que a Prefeitura vem pagando mensalmente, se referem A DÉBITOS ANTERIORES, ADVINDOS DA OUTRA GESTÃO PÚBLICA, e que não podem ser utilizados para suplantar NOVAS OBRIGAÇÕES DE CUSTOS, como o reajuste do diesel e do salário.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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