História

ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO: Em 1939, as linhas de ônibus ganharam novo padrão de numerações

Inauguração da linha 46 Jardim São Paulo, no Vale do Anhangabaú – Acervo SPTrans / Texto: Adamo Bazani

Documento oficial mostra convocação da prefeitura para que donos de empresas seguissem uma identificação melhor para o passageiro

ADAMO BAZANI

São Paulo, que faz 468 anos nesta terça-feira, 25 de janeiro de 2022, já era grande desde o início do século passado.

E o sistema de transportes pode ajudar entender melhor este fato.

Atualmente, de acordo com a SPTrans (São Paulo Transporte), que gerencia o sistema, há mais de 1.300 linhas municipais de ônibus, com mais de 13 mil coletivos, sendo o maior sistema da América Latina.

Mas, há muito tempo, este sistema já mostrava uma grandeza típica de metrópole.

O Diário do Transporte, para homenagear a cidade, traz uma publicação oficial de 1939 na qual o então Departamento de Serviços Municipais faz uma convocação a proprietários de “Empresas de Auto-Ônibus do Município” para identificarem as linhas que operam de acordo com o padrão definido pelo poder público para melhor orientação do passageiro.

As linhas tinham de ser identificadas por um número e o destino ao lado.

Interessante que em 1939, a relação já trazia 102 linhas de ônibus, uma quantidade maior que em muitas cidades médias, inclusive na Grande São Paulo, em pleno ano de 2022.

Os donos de ônibus, segundo a convocação, tinham de colocar em seus veículos “na parte superior diante, sobre o curvão da capota, uma taboleta móvel que terá uma numeração indicativa de cada linha”

Outro fator interessante são os eixos atendidos pelas linhas, como partidas, que envolviam Praça da Sé, Praça do Patriarca, Praça do Correio, Largo São Francisco, Parque Anhangabaú, Lardo Paisandú, Rua Líbero Badaró, Mercado Largo São Bento, Largo Riachuelo.

Outra curiosidade é que as linhas entre bairros sem passar pelo centro da cidade já existiam.

No documento oficial de 1939, são as que possuíam as numerações maiores, indo de 82 a 102.

Veja a publicação na íntegra:

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Murilo da Silva disse:

    A região de Eng. Marsilac citada nas imagens é a mesma de hoje em dia?

    1. MARIO CUSTÓDIO disse:

      Permito-me responder Murilo. Sim, a Região de Engenheiro Marsilac é a mesma. Importante notar que antigamente um dos trajetos para Itanhaém era justamente pela Região de Parelheiros. Subia-se pela Ponte Alta até Mambu e de lá até Itanhaém.

    2. Dênis Douglas Veiga de Souza disse:

      Sem dúvida, essa linha com certeza é a que virou 6089 no padrão dos anos 70, e nesse século foi encurtada em Parelheiros, para depois realocarem para Varginha como 6L01

  2. MARIO CUSTÓDIO disse:

    ARRASOU HEIN ADAMO
    Li toda a reportagem e todas as linhas que saíram no Diário Oficial.
    Trabalho primoroso que só podia partir e chegar em você, O ÚNICO.
    PARABÉNS.

  3. Darlei Pereira Campos disse:

    Imagina como era a linha Santo Amaro – Engenheiro Marsilac em 1939!!! Transamazonica era fichinha!!!

  4. Alexandre Ennes Pedro disse:

    Realmente surpreendeu a existência da linha para eng.Marsilac, como também a linha para pedreira saindo de Santo amaro!
    Percebe-se também que alguns pontos iniciais das linhas no centro são mantidos até hoje como praça do correio, paissandu, Se!
    Além da existência da linha Quitauna, região que ainda pertencia a SP já que Osasco não existia!

    1. Dênis Douglas disse:

      Realmente, tinha passo despercebido dela, o antigo extremo oeste da Capital, até 1962… com o detalhe que de Morumbi e Congonhas abaixo era outro município até 1935, logo as linhas 100 a 102 nem seriam paulistanas

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