Ministério Público de MG libera R$ 4,3 milhões para empresas de ônibus de BH

Dinheiro faz parte de um “caução” das próprias viações e Kalil solicitou recursos para minimizar colapso que culminou com a paralisação momentânea da Trans Oeste

ADAMO BAZANI

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) liberou na tarde desta sexta-feira, 14 de janeiro de 2022, R$ 4,3 milhões que integram parte do FGE (Fundo Garantidor do Equilíbrio Econômico Financeiro), que existe no sistema de transportes há vários anos, para tentar reduzir os impactos da situação dos transportes de Belo Horizonte.

O dinheiro não pertence ao poder público e é uma espécie de “caução” das próprias viações com o objetivo de ser usado em situações de emergência, reequilíbrio econômico dos contratos com as empresas de ônibus e quando há decisão de congelamento ou redução de tarifa.

O prefeito Alexandre Kalil disse em dezembro de 2021 que um acordo com as viações deve permitir uma redução de tarifa de R$ 4,50 para R$ 4,30, mas a medida deve ser aprovada pela Câmara Municipal.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/12/21/bh-tera-reducao-de-vinte-centavos-na-tarifa-de-onibus/

Foi o próprio Kalil que pediu nesta quinta-feira (13), a liberação dos R$ 4,3 milhões ao MPMG após a empresa Trans Oeste parar, alegando falta de dinheiro para comprar óleo diesel.

Em torno de 120 mil passageiros foram prejudicados nas 28 linhas concedidas à Trans Oeste, que possui 88 ônibus.

Nesta sexta-feira (14), a companhia voltou a funcionar porque outras empresas de ônibus compraram diesel para ela.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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