Urbes apresenta novo plano de transportes para Sorocaba que aglutina rapidez de corredor exclusivo com menor intervalo entre ônibus

Projeto SITUS foi desenvolvido pelo consórcio GITEC-ITDP em conjunto com técnicos da prefeitura, GIZ e o Ministério das Cidades

ALEXANDRE PELEGI

Com apoio do Governo da República Federal da Alemanha, através de sua agência implementadora, a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), e o Ministério das Cidades, foi desenvolvido pelo Consórcio GITEC – ITDP Brasil, com a participação de técnicos especialistas de transporte da Urbes, um projeto de Otimização da Rede de Transporte Público Coletivo da cidade do interior paulista.

O SITUS – Sistema Integrado de Transporte Urbano de Sorocaba faz parte do Projeto Eficiência Energética na Mobilidade Urbana, desenvolvido em parceria pelos organismos federal e internacional citados,

São 18 corredores de transporte preferenciais operado por ônibus com ar-condicionado, tomadas para carregamento de celulares, Wi-Fi. Dos 18 corredores, três deles são BRT.

Em material encaminhado ao Diário do Transporte, a Urbes – Trânsito e Transportes de Sorocaba detalha o Sistema, cujo objetivo é criar uma rede de transporte para a cidade que aglutine a rapidez de um corredor exclusivo com o intervalo menor possível.

O Sistema será composto ao todo de 109 serviços, informa a Urbes: 18 Linhas Troncais, 68 Linhas Alimentadoras, 15 Linhas Rurais e 7 Linhas de Reforço.

A Rede de ônibus de Sorocaba proposta pelo SITUS é composta por uma Rede de Referência (um único conjunto de linhas cuja operação depende de dias úteis e não-úteis), e as Linhas de Reforço, estas com operação somente nos períodos de pico do dia útil.

São três padrões de frequência, com intervalos que variam de 10 minutos a 15 minutos, com tempos máximos a depender das linhas locais.

Um dos destaques do Plano é a criação do VEIO, sigla para Viário Estrutural de interesse dos ônibus, em que são reservados 83% das vias para faixas exclusivas, o que equivale a 128km de vias (17% do total são rodovias estaduais0.

O destaque do Plano é a criação de um “serviço em rede” que, do ponto de vista funcional, coloca à disposição do cidadão uma malha de ligações interligadas, onde para mudar a direção do seu trajeto o usuário deve se transferir de linha.

Essa arquitetura mira como benefícios a implantação de uma política de integração tarifária livre; a redução do intervalo entre a passagem dos ônibus das linhas (melhorar a frequência de atendimento); a regularidade do atendimento; a simplificação do trajeto das ligações estruturais (objetivo é torna-la tão familiar à população como a rede de linhas do metrô); ampliação e distribuição da conectividade da rede de transporte coletivo no território urbano (evitar trajetos negativos e a passagem desnecessária pelo centro da cidade); a identificação dos locais mais adequados para a realização das conexões; e o estabelecimento das referências urbanas da rede estrutural de ônibus no território da cidade.

O SITUS tem como um dos fatores essenciais a garantia do espaço urbano livre para o transporte por ônibus, que com um serviço em rede e com operação controlada garantam o sucesso da mobilidade.

O trabalho encaminhado pela Urbes ressalta que “se antes isto era impossível, hoje o avanço tecnológico dos equipamentos de ITS – possibilitam almejar conquistas antes impensadas para o serviço de ônibus”.

Ainda de acordo com o documento, hoje é possível falar em “oferta de serviço em rede” devido ao advento da bilhetagem eletrônica que viabiliza a implementação de tarifas de integração temporal e permite que a conectividade da rede de ônibus se multiplique, possibilitando a transferência gratuita entre linhas em qualquer local da cidade, independente dos terminais de área paga.

Da mesma forma pode-se pensar em monitoramento e controle da operação em tempo real, centralizados em um CCO – Centro de Controle Operacional devidos aos sistemas e equipamentos de gestão de frota que possibilitam o acompanhamento operacional dos ônibus tornando desnecessários antigos e dispendiosos controles de oferta e demanda dos serviços realizados por fiscalização e pesquisas de campo. Essa modernização do serviço de ônibus, entretanto, exige tanto dos operadores como dos gestores públicos a revisão e modernização dos métodos e processos atuais”.

Leia abaixo o Plano na íntegra:


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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